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Famílias de baixa renda do Nordeste sofrem mais com inflação, revela índice FGV

Indicador da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aponta para maior inflação entre as famílias de baixa renda do Nordeste nos últimos três anos

Um pote de vidro com moedas
Um pote de vidro com moedas - Freepik
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 09/05/2023, às 17h43

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Segundo um novo indicador produzido e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), as famílias de baixa renda do Nordeste foram mais afetadas pela inflação nos últimos três anos, especialmente devido ao aumento dos preços dos alimentos. 

De janeiro de 2020 a março de 2023, a inflação para famílias com renda mensal até 1,5 salário mínimo na região Nordeste foi de 26,46%, enquanto para esse mesmo grupo de renda familiar no restante do país foi de 23,51%.

Os mais ricos também enfrentaram inflação mais elevada no Nordeste, com a inflação entre nordestinos com renda familiar acima de 11,5 salários mínimos chegando a 23,04%, em comparação com um aumento de 21,42% na média das outras regiões do país no mesmo período.

O objetivo do Índice de Preços ao Consumidor Regional (IPC-Regional) é estimar a inflação de cada região para famílias de baixa renda, que recebem até 1,5 salário mínimo mensal, e para famílias de alta renda, acima de 11,5 salários mínimos mensais, por meio da agregação da inflação média apurada nas principais capitais das cinco grandes regiões do Brasil.

De acordo com a FGV, a inflação pode apresentar um comportamento distinto em diferentes regiões do país, sendo influenciada por vários fatores, como os hábitos de consumo, impostos, frete e clima. 

Além disso, as famílias de baixa renda podem sentir mais o impacto da inflação nos alimentos, enquanto as famílias de renda mais alta tendem a gastar mais em serviços, gerando diferenças no comportamento inflacionário entre diferentes classes sociais. 

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Famílias de baixa renda do NE sofrem com inflação 

Durante os 12 meses encerrados em março de 2023, a inflação para as famílias de baixa renda apresentou diferentes comportamentos em distintas regiões do Brasil. No Nordeste, essa inflação foi de 4,57%, enquanto no Sudeste foi de 3,03%, no Sul de 3,12%, no Centro-Oeste de 2,24% e no Norte de 4,70%. 

Já para as famílias de alta renda, a inflação no Nordeste foi de 4,70%, no Sudeste de 4,05%, no Sul de 4,41%, no Centro-Oeste de 3,23% e no Norte de 4,14%.

Veja o que mais pesou no bolso 

A alimentação representa uma parcela maior da cesta de consumo das famílias de baixa renda no Nordeste, correspondendo a 30,65%, enquanto a média das demais regiões é de 23,41%. De janeiro de 2020 a março de 2023, a alimentação aumentou 43,24% para as famílias de baixa renda no Nordeste, um pouco acima da variação de 42,01% da média das outras regiões. 

Alguns dos itens que mais pressionaram a inflação foram o óleo de soja (119,02%), arroz (80,41%), milho de pipoca (76,46%), farinha de mandioca (74,45%), açúcar cristal (59,71%), margarina (59,43%), linguiça (58,49%), ovos (56,48%), leite em pó (54,05%) e pão francês (46,37%).

Os gastos com habitação também pesaram mais para as famílias de baixa renda no Nordeste, tendo aumentado 25,80% de janeiro de 2020 a março de 2023, enquanto as outras regiões registraram alta de 19,98% nesse mesmo grupo. 

Os maiores aumentos foram no gás de botijão (61,90%), material de limpeza (39,86%) e energia elétrica (23,99%). Os gastos com transportes apresentaram aumento na região para as famílias de baixa renda, tendo subido 18,32%, em comparação com a média das demais regiões para esse mesmo grupo de renda, que foi de 16,20%. 

Esse aumento foi impulsionado pelos reajustes no preço do diesel (55,88%) e da gasolina (24,37%). Por outro lado, as despesas com saúde e cuidados pessoais tiveram aumento semelhante para as famílias de baixa renda do Nordeste (19,24%) e para a média das outras regiões (19,66%). 

Itens básicos de higiene, como sabonete (56,17%), creme dental (44,48%) e papel higiênico (44,34%), pesaram no orçamento. Os gastos com alimentação para este grupo aumentaram 36,15% de janeiro de 2020 a março de 2023, um pouco acima do aumento de 34,66% registrado na média das outras regiões.

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