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Fim do rotativo do cartão de crédito? Entenda afirmação do presidente do BC

Em audiência pública no Senado, nesta quinta-feira (10) Roberto Campos Neto, afirmou que a solução para juros é fim do rotativo do cartão de crédito

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto - Agência Brasil
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 10/08/2023, às 15h42

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a afirmar, nesta quinta-feira (10) em audiência pública no Senado, que a solução para o problema dos juros elevados e da inadimplência é o fim do rotativo do cartão de crédito no Brasil. 

Campos Neto explicou que sob esse novo modelo em desenvolvimento, as faturas não honradas serão automaticamente redirecionadas para o sistema de pagamento parcelado do cartão, com uma taxa de juros mensal aproximada de 9%. 

Tal taxa mensal equivale a um percentual anual de cerca de 181%. No cenário atual, as taxas de juros para a modalidade de pagamento rotativo estão fixadas em 437% ao ano, enquanto no caso do parcelamento do cartão, a taxa anual é de 196%.

Instituições financeiras como Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil sustentam que, de acordo com a legislação vigente que exige que ofereçam alternativas de crédito aos clientes, estes não permanecem no sistema de pagamento rotativo por um período superior a um ano. 

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Solução será apresentada em até 90 dias 

Ainda de acordo com o presidente do Banco Central, uma solução está sendo desenvolvida em colaboração com o deputado Elmar Nascimento (União-BA), relator do projeto de lei do programa Desenrola, que visa à renegociação de dívidas das famílias. Essa solução será apresentada no prazo de até 90 dias.

Segundo Campos Neto, essa medida também contemplará a introdução de uma tarifa com o propósito de desencorajar parcelamentos sem juros realizados com cartões de crédito.

Ele esclareceu que a intenção não é proibir o parcelamento sem juros, mas sim regular esse processo gradualmente, de modo a preservar o consumo e sua influência, uma vez que os cartões de crédito representam 40% do consumo nacional.

No Senado, durante sua fala, ele ainda ressaltou que os cartões de crédito se tornaram uma questão complexa no Brasil, dada a expansão significativa das emissões nos últimos anos. Atualmente, a taxa de inadimplência no sistema de pagamento rotativo do cartão está em torno de 49%, um patamar sem precedentes globalmente, assim como aponta Campos Neto.

Para ele, impor um limite de taxas de juros para os cartões de crédito poderia ter consequências adversas, possivelmente resultando na redução da disponibilidade de cartões por parte das instituições financeiras.

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