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Governo Bolsonaro é investigado pela PF por superfaturamento em propagandas; veja os gastos

Notas fiscais indicam valores exorbitantes para produção de propagandas para o governo Bolsonaro. O inquérito foi instaurado pela Polícia Federal

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 29/06/2022, às 17h21

Governo Bolsonaro gastou mais de R$ 1 milhão com uma única produtora
Governo Bolsonaro gastou mais de R$ 1 milhão com uma única produtora - Agência Brasil/Divulgação
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O governo Bolsonaro será investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de superfaturamento nos gastos com propagandas. O inquérito foi instaurado pela PF e deve ser comandado pelo delegado José Augusto Campos Versiani, de acordo com o gabinete do deputado Elias Vaz (PSB), um dos autores da denúncia.

Os parlamentares identificaram gastos milionários para a produção de vídeos por várias empresas contratadas pelo Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro. As irregularidades incluem cobrança por serviços não prestados, salários altos e grande número de profissionais, equipamentos pagos sem uso e pagamento muito acima do valor de mercado.

“É dinheiro público usado de forma indevida, enquanto o povo sofre para colocar comida na mesa", lamentou o deputado Vaz. Quem também assina a representação contra o governo federal é o senador Jorge Kajuru (Podemos).

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Governo Bolsonaro gastou mais de R$ 1 milhão com uma única produtora

Só com uma das produtoras, o governo gastou mais de 1 milhão de reais, segundo o levantamento de casos suspeitos feito pelos parlamentares. A produtora Madre Mia Filmes produziu dois vídeos de 30 segundos para a campanha do Ministério da Saúde e da Secretaria Especial de Comunicações (Secom) sobre a retomada da atividade econômica no país, conforme Nota de Produção nº 1267 publicada em 16 de julho de 2020. Uma produção que custou R$1,14 milhão aos cofres públicos.

Os vídeos se resumiam a depoimentos de empresários, sem celebridades e artistas famosos para justificar o valor pago. Os documentos também mostram que a empresa ficou responsável apenas pela gravação das cenas e depoimentos, sendo responsável pela edição final.

Além disso, a empresa Lira Harmonia Música e Áudio Ltda cobra R$ 24.900 pela produção da trilha sonora e edição das entrevistas e outros R$ 12.600 pela locução completa de cada pessoa. Os parlamentares também destacaram a contratação de 115 profissionais técnicos (fora do elenco) que atuam na pré-produção, produção e edição. Segundo eles, o número é superior a toda a equipe de emissoras de televisão nacionais, suficiente para fazer um longa-metragem.

A relação também inclui equipamentos que não foram utilizados nos vídeos, como o travelling, que é uma câmera montada em um veículo sobre trilhos que permite a realização de imagens em movimento. Outra irregularidade foi encontrada no contrato com a Vapt Filmes Produções Eireli. A produtora produziu cinco vídeos de 30 segundos com uso de banco de imagens. Os parlamentares dizem que mesmo assim, foi lançado na planilha de custos apenas os valores devidos às equipes de edição e o uso de Stock Shot: R$ 650 mil.

Notas fiscais indicam valores exorbitantes para produção de vídeos para o governo Bolsonaro

A Vapt Filmes fez a contratação de 99 profissionais ao custo de R$ 419 mil para produzir vídeos com as imagens que já possui. A trilha sonora e a narração foram fornecidas pela Lira Harmonia Música e Áudio Ltda por uma taxa adicional de R$ 95 mil.

De acordo com os termos da Nota Fiscal nº 1.677 emitida em 25 de junho de 2020, a produtora Constelação Filmes Ltda produziu três filmes de 30 segundos para o governo Bolsonaro a um custo de pouco mais de 1 milhão de reais. Os documentos também mostram que a trilha sonora e a narração foram produzidas pelo M&M Stúdio Eireli-ME, somando R$ 24.200 ao custo.

Os parlamentares disseram que a produtora não apresenta custo para os atores, apesar dos papéis e figurantes. Foram contratados 73 técnicos a um custo de R$ 505.775 mil aos cofres da União. O levantamento também identifica irregularidades no valor pago a um diretor que recebeu R$75 mil por três diárias. Para a gravação dos três vídeos, a produtora locou seis estabelecimentos por três dias. Cada um custou R$ 15mil.

Estagiário sob supervisão do jornalista Jean Albuquerque

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