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Inflação volta a subir e prejudica os bolsos dos brasileiros. Veja produtos em alta

Apesar da inflação ter acelerado entre os meses de janeiro e fevereiro, o indicador tem queda no índice acumulado em 12 meses

Inflação volta a subir e prejudica os bolsos dos brasileiros. Veja produtos em alta
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Victor Meira

Victor Meira

victor@jcconcursos.com.br

Publicado em 24/02/2023, às 15h39

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), indicador considerado uma prévia da inflação do mês recorrente. A taxa subiu 0,76% em fevereiro e ficou 0,21 ponto percentual do resultado de janeiro, que foi uma alta de 0,55%.

Apesar da aceleração da inflação, no acumulado em 12 meses, o IPCA-15 acumulou 5,63%, abaixo dos 5,87% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Mas quais produtos mais subiram de preço para justificar o avanço da inflação? Saiba o que ficou mais caro e mais barato na prévia da inflação de fevereiro. 

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O que influenciou a inflação de fevereiro?

Segundo o IBGE, somente o grupo de Vestuários apresentou uma queda geral nos preços. Mas o que mais prejudicou o bolso do brasileiro foi grupo da Educação, com uma alta de 6,41%. 

Na área da Educação, os cursos regulares contribuíram com a maior porcentagem (7,64%), devido aos ajustes de preço que normalmente ocorrem no início do ano letivo. As maiores variações foram observadas no ensino médio (10,29%), no ensino fundamental (10,04%), na pré-escola (9,58%) e na creche (7,28%). 

Também houve aumento nos valores do ensino superior (5,33%), cursos técnicos (4,50%) e pós-graduação (3,47%).

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Habitação

De acordo com o IBGE, o grupo Habitação apresentou uma aceleração em fevereiro (0,63%), em comparação ao mês anterior (0,17%), impulsionado principalmente pelos aumentos no aluguel residencial (0,89%) e no condomínio (0,62%). 

A taxa de água e esgoto (1,32%) também registrou um aumento, como resultado dos reajustes aplicados em algumas cidades brasileiras, como Belo Horizonte (8,28%), Brasília (5,50%), Fortaleza (1,72%) e Salvador (4,89%), que tiveram reajustes que variaram de 3,54% a 14,62% e que entraram em vigor a partir de diferentes datas em janeiro e fevereiro.

O grupo Habitação (0,63%) acelerou em relação ao mês anterior (0,17%), influenciado pelas altas em aluguel residencial (0,89%) e condomínio (0,62%). A taxa de água e esgoto (1,32%) também registrou alta em fevereiro, consequência dos seguintes reajustes aplicados: Belo Horizonte (8,28%): reajuste de 14,62%, a partir de 1º de janeiro; Brasília (5,50%): reajuste de 9,51%, a partir de 1º de janeiro; Fortaleza (1,72%): reajuste de 3,54%, a partir de 28 de janeiro; Salvador (4,89%): reajuste de 11,81%, a partir de 30 de janeiro.

Além disso, é importante mencionar o aumento registrado no subitem gás encanado (1,50%), que se deve, em parte, aos aumentos de 4,22% no Rio de Janeiro, onde ocorreu um aumento de 9,00% no início de janeiro, seguido por uma redução de 2,86% a partir de 1º de fevereiro, e de 4,60% em Curitiba, onde houve um aumento de 13,34% devido a uma mudança na forma de cobrança e no reajuste das tarifas a partir de 1º de fevereiro. Em São Paulo, houve uma redução de 0,71% a partir de 1º de janeiro, que não havia sido incluída no IPCA-15 de janeiro e foi totalmente incorporada no IPCA-15 de fevereiro.

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E os alimentos e bebidas?

No IPCA-15 de fevereiro, a variação de Alimentação e Bebidas (0,39%) foi menor do que a registrada no mês anterior (0,55%). Entre os alimentos para consumo no domicílio, destacaram-se as maiores altas da cenoura (24,25%), hortaliças e verduras (8,71%), leite longa vida (3,63%), arroz (2,75%) e frutas (2,33%). 

Por outro lado, os itens que apresentaram as maiores quedas de preço foram a cebola (-19,11%), tomate (-4,56%), frango em pedaços (-1,98%) e carnes (-0,87%).

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