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Ipea aumenta aumenta mais uma vez a projeção sobre inflação de 2022

De acordo com o Ipea, o aumento da projeção sobre a inflação pode ser explicado pela alta das commodities, cadeias produtivas desreguladas e condições climáticas desfavoráveis

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 22/02/2022, às 13h39

Ipea aumenta aumenta mais uma vez a projeção sobre inflação de 2022
Ipea aumenta aumenta mais uma vez a projeção sobre inflação de 2022 - Freepik
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Nesta terça-feira (22), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) atualizou a projeção sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, que sobe de 4,9% para 5,6%. 

Inclusive, este número já supera a meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão vinculado ao Banco Central. Segundo o CMN, a meta será de 5% até o final de 2022. 

De acordo com o Ipea, o aumento na projeção da inflação foi motivado por fatores que combinam inflação corrente elevada, pressões persistentes de commodities, cadeias produtivas desreguladas e condições climáticas menos favoráveis para algumas culturas agrícolas neste início de ano.

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No caso do IPCA, além de uma revisão mais abrangente dos preços dos alimentos no domicílio e dos bens livres, com previsões que avançaram de 4,5% e 3,7% para 6,1% e 5%, respectivamente, a alta estimada para os preços monitorados passou de 5,4% para 6%.

No caso dos serviços livres e da educação, foram mantidas as estimativas de 5,2% e 7,9%, tendo em vista que seguem vigentes as condições utilizadas para a projeção anterior, ou seja, crescimento econômico moderado e recuperação gradual do mercado de trabalho, o que deve impedir uma retomada mais forte da demanda interna, na avaliação do Ipea.

“O comportamento dos preços dos alimentos e dos bens de consumo deve se manter nos próximos meses, o que se constitui no principal fator que limita uma desaceleração mais intensa da inflação no ano. Além disso, a nova aceleração dos preços do petróleo e a constatação de um déficit maior nas empresas do setor elétrico sinalizam aumentos mais significativos das tarifas de energia e dos preços dos combustíveis, limitando ainda mais o processo de desinflação em 2022”, relata o Ipea.

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Na análise publicada, os pesquisadores esclarecem que não estão descartados riscos inflacionários adicionais. Na economia mundial, o agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia pode gerar uma alta mais acentuada das commodities, especialmente do petróleo e do gás. “Além disso, as incertezas em relação à política fiscal brasileira, que podem se intensificar devido às discussões inerentes ao processo eleitoral, podem ter impacto negativo na taxa de câmbio”, encerra a nota.

Ipea também aumenta projeção no INPC

A variação projetada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também foi revista pelo Grupo de Conjuntura do Ipea para cima: de 4,6% para 5,5%. A pressão maior dos preços dos alimentos no domicílio e dos bens industriais, com taxas de variação estimadas que avançaram de 4,5% e 3,8% para 6,4% e 4,9%, respectivamente, contribuíram para este aumento. No caso dos preços monitorados, houve alta de 5,4% para 6,1%. As taxas de inflação para os serviços livres e a educação foram mantidas em 4,5% e 6,7%, respectivamente. ​

*com informações da Agência Brasil

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