Lira diz que não há espaço para reajuste dos servidores com a aprovação da PEC dos Precatórios

Lira destaca que o reajuste salarial dos servidores não foi sequer discutido com a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 19/11/2021, às 08h37 - Atualizado às 08h46

Não há espaço para reajuste salarial dos servidores, diz Lira
Não há espaço para reajuste salarial dos servidores, diz Lira - Agência Câmara de Notícias

Em reação a promessa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de conceder aumento salarial para os servidores federais com a aprovação da PEC dos Precatórios, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), destaca que não há espaço orçamentário para o reajuste. O parlamentar alagoano aponta que a equipe econômica não apresentou os números para justificar tal aumento e que ele não foi apresentado durante a discussão do texto no Plenário da Casa.

No início desta semana, Bolsonaro afirmou, durante a visita oficial no Bahrein, que a aprovação da PEC dos Precatórios permite conceder um reajuste salarial para os servidores federais de até 10%. Ele ainda relata que estes trabalhadores precisam do aumento salário, independentemente se merecem ou não. 

Lira explica que os estudos sobre o orçamento apresentados pela Câmara não indicavam utilizar os recursos para uma atualização dos servidores. Além disso, o foco do texto era liberar espaço para pagar um Auxílio Brasil mais robusto.

“Não vi espaço para reajuste de servidores, não conheço esse espaço, os números da economia apresentados para Câmara não previam esse aumento e penso que aquele portfólio de custos amplamente divulgados pela imprensa possam ser honrados e sejam mantidos”, afirma o presidente da Câmara.

Lira disse esperar que o Senado aprove com celeridade a PEC dos Precatórios e sem muitas alterações.

Reforma administrativa

Em relação a PEC 32/20, que trata da Reforma Administrativa e está parada na Câmara, Lira reclamou da falta de mobilização do governo. De acordo com ele, a base governista está “pálida” em buscar apoio para aprovar a medida. Com isso, o deputado alagoano acredita que o tema será discutido apenas em 2022. 

“Temos basicamente quatro a cinco semanas de votação”, lembrou, já que o Congresso entra em recesso no final do ano. “Não temos como trazer essa matéria com as discussões como se encontram”, completou.

*com informações da Agência Câmara de Notícias

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