Ministro de Bolsonaro reclama da falta de concursos públicos; Confira

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, entende que a falta de concursos públicos prejudica a produção de pesquisas no Brasil

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 07/10/2021, às 08h57

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Alan Santos/PR

Na última quarta-feira (06), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, reclamou da falta de concursos públicos no Brasil. Ele argumenta que a escassez de processos seletivos em órgãos compromete a produção de pesquisas científicas no país. A declaração foi realizada durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, após parlamentares cobrarem, do ministro, uma “defesa mais incisiva” do setor.

O ex-astronauta aponta que o maior problema de sua pasta é a falta de pessoal. Apesar de defender novos concursos, o ministro relata que falta orçamento para contratar novos pesquisadores via concurso público.

“A gente não tem concurso público. Não consigo repor pesquisadores. Tem o Instituto Nacional da Mata Atlântica, que tem 14 pesquisadores e metade pode aposentar. Se eles aposentarem, eu fecho o instituto, o que eu vou fazer?”, afirma Pontes.

Ainda em relação ao orçamento, o ministro explica que a proposta de lei orçamentária de 2022 não é suficiente para o custeio normal do ministério.“Nosso orçamento discricionário, este ano, é R$ 2,6 bilhões, sendo que R$ 1 bilhão ficará nas bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), o que é essencial. Portanto não podemos mexer. Sobra R$ 1,6 bilhão. Considerando o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o que estava no orçamento gira em torno de R$ 600 milhões”, disse.

“Fica então R$ 1 bilhão, para o qual temos 27 unidades vinculadas. Dá, grosso modo, R$ 30 ou 40 milhões por unidade. E tem ainda unidades como o programa espacial, como o programa nuclear, que precisam de muito mais do que isso”, completou o ministro.

Pontes defende que a sua pasta é essencial para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovações no Brasil. Ele ainda destaca que a ciência é ferramenta "fundamental" para o desenvolvimento econômico e social de qualquer país, e que são exatamente essas as áreas que diferenciam aqueles que estão em estágio mais avançado.

*com informações da Agência Brasil

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