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Pesquisa inovadora demonstra método eficaz para combater febre maculosa

Novo estudo revela estratégia eficaz para reduzir população de carrapatos e prevenir a febre maculosa. Ainda não há previsão para a produção de uma vacina contra a febre maculosa

Ainda não há previsão para a produção de uma vacina contra a febre maculosa
Ainda não há previsão para a produção de uma vacina contra a febre maculosa - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 16/06/2023, às 16h17

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Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP)publicaram um estudo na revista Parasites & Vectors mostrando resultados promissores no silenciamento de genes do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. A pesquisa demonstrou que é possível reduzir o crescimento da bactéria causadora da doença, tornando o carrapato mais resistente à infecção.

Essa descoberta baseia-se em estudos anteriores que identificaram a capacidade da bactéria Rickettsia rickettsii de inibir a apoptose, processo de morte programada das células, favorecendo o crescimento do carrapato e permitindo a disseminação da bactéria.

A professora Andrea Cristina Fogaça, coordenadora do estudo e do Departamento de Parasitologia do ICB-USP, explicou que o objetivo da pesquisa era compreender as interações entre o carrapato e a bactéria, identificando possíveis alvos para o desenvolvimento de vacinas.

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Ainda não há previsão para a produção de uma vacina contra a febre maculosa

Os experimentos reproduziram a alimentação dos carrapatos em laboratório, utilizando sangue de coelhos infectados e não infectados por Rickettsia rickettsii. Independentemente da infecção, os parasitas morreram ao se alimentar, indicando a possibilidade de bloquear a infecção e reduzir a população de carrapatos nos hospedeiros.

Embora ainda não haja previsão para a produção de uma vacina contra a febre maculosa, os resultados dessa pesquisa abrem caminho para estudos futuros nesse sentido. A pesquisadora ressaltou que uma vacina eficaz não apenas reduziria a população de carrapatos, mas também protegeria os animais utilizados como hospedeiros, como cavalos.

Os próximos passos da pesquisa envolvem a confirmação de que a alimentação sanguínea é de fato o fator que promove a apoptose, além da expansão dos experimentos para outras espécies de carrapato.

O estudo contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e representa um importante avanço na compreensão e no combate à febre maculosa transmitida por carrapatos.

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