PIB recua 0,1% no segundo trimestre e freia três aumentos seguidos do indicador

Mesmo com a queda no segundo trimestre, a expectativa do Ministério da Economia é de que o PIB tenha um crescimento de 5,30%

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 01/09/2021, às 14h14

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Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Após um ritmo de três crescimentos seguidos do PIB (Produto Interno Bruto) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - no trimestre, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o indicador caiu 0,1% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o primeiro trimestre. Os dados foram divulgados com o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.  

De acordo com o instituto, apesar de registrar uma leve queda, o PIB brasileiro está próximo de atingir o patamar do fim de 2019 e início de 2020, período pré-pandemia. Porém, ele ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,1 trilhões.

“Com esse resultado, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre. Nos últimos quatro trimestres, acumula alta de 1,8%, e na comparação com o segundo trimestre do ano passado, cresceu 12,4%”, informou o IBGE.

Mesmo com a queda, a previsão do Ministério da Economia é que o PIB cresça 5,3% em 2021. A Secretaria de Política Econômica, vinculado ao pasta citada acima, diz que as maiores contribuições para o resultado do PIB do segundo trimestre vieram da queda da indústria de transformação e da redução da Formação Bruta de Capital Fixa (FBCF), investimentos.

“A escassez de insumos, apesar da melhora da confiança dos empresários, teve efeitos negativos relevantes. Adicionalmente, o segundo trimestre de 2021 foi o período com o maior número de mortes de covid-19, devido ao agravamento da pandemia. Além do efeito devastador nas famílias brasileiras, houve impacto relevante nas decisões econômicas dos agentes”, diz a nota.

Segundo a nota, a economia está em recuperação e a continuidade desse processo continuará a ser “impulsionado pelo setor privado”, com aumento da poupança e impulso do setor de serviços. “Observa-se que a recuperação da atividade econômica acumulada em quatro trimestres, quando comparada a outros países, está diretamente relacionada à implementação da agenda de consolidação fiscal e reformas pró-mercado”, diz a nota.

A secretaria espera pela “continuidade do bom desempenho do setor de serviços ao longo deste ano e que o setor industrial volte a contribuir positivamente”, a partir do terceiro trimestre. “A vacinação em massa tem possibilitado fortalecimento dos serviços, destacando este setor como principal contribuidor para o PIB no primeiro semestre”, avalia a nota.

*com informações da Agência Brasil

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