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Pix faz Brasil alcançar o 4º lugar do ranking mundial de transações em tempo real

O Pix elevou o país da oitava para a quarta posição no ranking mundial de 53 países com transações em tempo real. A Índia lidera, seguido da China; confira

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 26/04/2022, às 21h19

O Pix elevou o país da oitava para a quarta posição no ranking mundial de 53 países com transações em tempo real
O Pix elevou o país da oitava para a quarta posição no ranking mundial de 53 países com transações em tempo real - Agência Brasil
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Uma análise publicada nesta terça-feira (26) mostrou o sucesso do sistema de pagamento instantâneo e transferência de dinheiro do Banco Central. O Pix elevou o Brasil da oitava para a quarta posição no ranking mundial de 53 países em transações em tempo real. A pesquisa foi liderada nessa ordem pela Índia, China e Tailândia, os países mais populosos e pioneiros desse tipo de pagamento.

Por conta do Pix, o Brasil viu um aumento de quase seis vezes no número de transações em tempo real no ano passado, para 8,7 bilhões. Esse número é mais do que o dobro do Reino Unido (3,5 bilhões), além de muito superior aos EUA (1,8 bilhão) e Japão (1,7 bilhão).

O levantamento foi feito pela empresa de softwares de pagamentos ACI Worldwide e elaborado pela GlobalData e o Cebr (Centre of Economics and Business Research). Em sua terceira edição, o estudo considerou todos os membros do G20 (exceto Rússia) e países emergentes fora do grupo, totalizando 53 mercados. A Índia liderou a lista com 48,6 bilhões de transações.

As economias emergentes, que têm populações maiores na economia informal, precisam de liquidez e dinheiro em caixa muito mais rápido, explica o estudo, porque muitas vezes não têm acesso fácil ao crédito, mesmo possuindo contas correntes. Essas pessoas são mais propensas a ficar com soluções como o Pix. A ACI acredita ainda que o fato da adesão ao Pix ser obrigatória e amplamente promovida pelo BC também contribui para sua ampla utilização.

Pix gera pressões sobre participantes tradicionais do setor de pagamentos

De acordo com a análise, o desafio para as empresas participantes do acordo é demonstrar que podem lidar de forma confiável com um número crescente de transações sem incorrer em maiores custos operacionais.

Trata-se de um desafio global. "Os bancos devem reinventar seus sistemas operacionais de missões críticas para competir em um novo ambiente de negócios de tempo real”, disse o CEO da ACI, Odilon Almeida, ao Terra.

A análise afirma que o Pix está começando a substituir não apenas o dinheiro, mas também os cartões. "Como resultado, há uma necessidade urgente de emissores e estabelecimentos desenvolverem serviços baseados em Pix para substituir as taxas de transação em queda", disse o relatório.

A popularidade dos pagamentos em tempo real no Brasil resultou em uma economia de custos estimada em US$ 5,7 bilhões para consumidores e empresas, com impacto positivo no Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 5,5 bilhões.

O estudo destaca ainda que o Brasil é uma das economias emergentes que superou os países desenvolvidos em termos de transações instantâneas. Em 2021, os cinco principais países — Índia, China, Tailândia, Brasil e Coreia do Sul — fizeram um total de 92,9 bilhões dessas transações. Em 2026, esse número pode chegar a 356,9 bilhões.

Mesmo com o crescimento, os pagamentos em tempo real no Brasil ainda representam apenas 5,3% do volume total de pagamentos.

*Estagiário sob supervisão do jornalista Jean Albuquerque

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