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Polícia Federal investiga deputada Carla Zambelli por suposta ligação com hacker

Investigação reveloun que foi elaborado um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Registros de frequência aos locais ligados à deputada serão recolhidos

Registros de frequência aos locais ligados à deputada também serão recolhidos
Registros de frequência aos locais ligados à deputada também serão recolhidos - Agência Brasil
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 02/08/2023, às 21h15

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que a Polícia Federal (PF) realize diligências contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP) em uma investigação relacionada a uma invasão aos sistemas do Poder Judiciário. Além disso, o ministro ordenou a apreensão de celulares, tablets, computadores, armas, munições e valores acima de R$ 10 mil que possam ser encontrados em endereços e veículos vinculados à parlamentar.

A decisão do ministro também determinou a verificação da existência de possíveis cômodos secretos ou salas reservadas em quaisquer dos endereços que serão alvo das diligências. Registros de frequência aos locais ligados à deputada também serão recolhidos.

O sigilo bancário de Carla Zambelli, do hacker Walter Delgatti Neto e de outras três pessoas relacionadas à parlamentar foi afastado com o intuito de esclarecer uma transferência de R$ 13,5 mil, via Pix, para a conta de Delgatti. Essa quantia é suspeita de ter sido pagamento por serviços de invasão bem-sucedida aos sistemas do Poder Judiciário.

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Investigação revelou que foi elaborado um falso mandado de prisão contra o próprio ministro Moraes

Delgatti, que foi preso pela PF em Araraquara, São Paulo, é suspeito de ter invadido o Banco Nacional de Mandados de Prisão, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (BNMP/CNJ) em janeiro. À época, o CNJ abriu investigações para apurar o incidente.

A investigação revelou ainda que foi elaborado um falso mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes, alegando "litigância de má-fé". Moraes ordenou que o relatório com o resultado das buscas seja entregue pela Polícia Federal em até 30 dias, com os delegados Flávio Vieitez Reis e Elias Milhomem de Araújo à frente do caso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com as medidas, considerando-as necessárias para a elucidação do caso. Em depoimento anterior à PF, Delgatti admitiu ser o autor da invasão e afirmou que o ato foi realizado a pedido da deputada Carla Zambelli.

A defesa da parlamentar confirmou a realização de mandados de busca e apreensão em seus endereços, destacando que ela sempre se colocou à disposição para prestar informações necessárias às autoridades. A defesa reiterou que Zambelli refuta qualquer suspeita de envolvimento em atos ilícitos e aguardará o desfecho das investigações para comprovar sua inocência.

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