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Presidente da Caixa Econômica é investigado por denúncias de assédio sexual contra funcionárias

Este é o primeiro caso público de assédio sexual que envolve um alto funcionário de Bolsonaro; O presidente da Caixa Econômica está sendo investigado secretamente pelo MPF

Pedro Miranda* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 28/06/2022, às 19h56 - Atualizado às 21h33

“Tem um padrão. Mulher bonita é sempre escolhida para viajar” diz uma das vítimas sobre postura do presidente da Caixa Econômica
“Tem um padrão. Mulher bonita é sempre escolhida para viajar” diz uma das vítimas sobre postura do presidente da Caixa Econômica - Reuters
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O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, 51 anos, está sendo investigado por assédio sexual contra funcionárias do banco. Como divulgado pelo Metrópoles, no fim do ano passado, um grupo de colaboradoras decidiu romper o silêncio e denunciar as situações pelas quais passaram na instituição. As cinco mulheres teriam concordado em ser entrevistadas sob condição de anonimato.

Elas dizem à coluna do jornalista Rodrigo Rangel, no Metrópoles, que se sentiram agredidas por Pedro Guimarães em diversas ocasiões, sempre durante o trabalho. Os relatos estariam sendo coletados há mais de um mês, de acordo com o jornal.

Nos bastidores da Caixa, há algum tempo, havia relatos de que Guimarães saía pelos corredores colhendo os funcionários à espera do elevador e os convocava para acompanhá-lo no “exercício”. Dizer não à convocação poderia gerar sérios problemas. Além dessas questionáveis ​​sessões de recrutamento impostas aos funcionários, Guimarães colecionaria incidentes de assédio sexual dentro do banco. No entanto, nada poderia impedir a permanência dele no cargo.

Com um estilo de gestão fora dos padrões, Pedro Guimarães causou polêmica quando apareceu em um vídeo há algum tempo, ordenando aos funcionários da Caixa Econômica que fizessem flexões em uma cerimônia pública sob o pretexto de motivar os funcionários. Ele acabou sendo acusado de constranger os trabalhadores. Pedro costumaria usar uma técnica semelhante de "motivação" todos os dias no prédio que abriga a sede nacional da Caixa, no centro de Brasília.

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Relatos de assédio sexual do presidente da Caixa Econômica motivaram denúncias ao MPF

As mulheres denunciaram toques íntimos sem consentimento, abordagens inadequadas e convites pouco compatível com os princípios da igreja católica, e totalmente incompatíveis com o relacionamento normal entre o presidente do maior banco público do Brasil e suas funcionárias.

Pedro Guimarães tornou-se um dos integrantes do governo mais próximos de Bolsonaro logo após a posse dele como presidente do Brasil. Por vários meses seguidos, principalmente durante a pandemia, quando Palácio do Planalto precisava divulgar ao máximo o auxílio emergencial distribuído aos brasileiros mais necessitados, Guimarães fez visitas assíduas ao prédio, além de presença frequente nas lives realizadas por Bolsonaro nas noites de quinta-feira.

O presidente da Caixa Econômica também foi destaque na cerimônia de privatização da Eletrobrás na Bolsa de Valores de São Paulo, há duas semanas. Nesta terça-feira (28), Guimarães acompanhou Bolsonaro na entrega de moradias populares em Maceió.

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Casos mais frequentes tem relação com viagens feitas pelo programa Caixa Mais Brasil

Alguns dos depoimentos dizem respeito às viagens de Pedro Guimarães no âmbito do programa Caixa Mais Brasil, que ele criou para descentralizar a gestão e aumentar a visibilidade do banco em todo o país. Desde janeiro de 2019, foram realizadas mais de 140 visitas a cidades da região. As viagens ocorrem principalmente nos finais de semana.

O presidente, seus assessores mais próximos e outras comitivas ficaram em hotéis, participam de eventos e festas, onde vários incidentes ocorreram, segundo depoimentos. A escolha das mulheres para a comitiva das viagens planejadas pelo Caixa Mais Brasil eram feitas diretamente pelo escritório de Guimarães, denunciam as funcionárias à coluna de Rodrigo Rangel, no Metrópoles.

A iniciativa das mulheres levou a uma investigação secreta no Ministério Público Federal, que está em andamento. Algumas das funcionárias que concordaram em falar para a coluna, relataram que já fizeram declarações oficiais aos promotores. Outras devem ser convidados a testemunhar em breve. Este é o primeiro caso público de assédio sexual envolvendo o alto funcionário do governo Jair Bolsonaro.

“Tem um padrão. Mulher bonita é sempre escolhida para viajar. Ele convida para as viagens as mulheres que acha interessantes”, afirma uma das vítimas. As mulheres relatam uma série de episódios, nos quais incluem questionamentos de outros funcionários se aceitariam convite para transar com o presidente. Os depoimentos podem ser conferidos na íntegra na matéria publicada pelos jornalistas Rodrigo Rangel, Fabio Leite e Jeniffer Gularte, no Metrópoles.

Estagiário sob supervisão do jornalista Jean Albuquerque

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