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Renda média do brasileiro bate recorde no primeiro semestre de 2023

É o maior valor desde o primeiro trimestre de 2014. As expectativas para o PIB per capita em 2024 incluem crescimento modesto e dependência de investimentos

Número crescente de trabalhadores não está mais impulsionando a economia como antes
Número crescente de trabalhadores não está mais impulsionando a economia como antes - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 04/09/2023, às 20h14

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No primeiro semestre de 2023, a renda média do brasileiro alcançou um marco histórico, impulsionada pelo ritmo mais lento de crescimento populacional revelado pelo Censo 2022. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita registrou o maior valor trimestral desde o início da série histórica em 1996 e o maior valor desde o primeiro trimestre de 2014, de acordo com análises do economista Vitor Vidal

Os cálculos consideram uma taxa média anual de crescimento populacional de 0,52% no Brasil, com projeções ajustadas para a expansão ano a ano. Embora o menor crescimento populacional contribua para um PIB per capita mais alto — uma vez que uma economia do mesmo tamanho é dividida por um número menor de pessoas —, há alerta sobre o impacto dessa transição demográfica mais rápida do que o previsto na atividade econômica do Brasil.

Vitor Vidal destaca que o mercado financeiro tem dado pouca atenção a essa mudança demográfica, mas ela é um indicador fundamental para compreender a economia brasileira a longo prazo. Segundo as estimativas dele, a queda na população brasileira começará já em 2032, antes do que era previsto pelo IBGE (2048).

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Número crescente de trabalhadores não está mais impulsionando a economia como antes

Com menos pessoas entrando no mercado de trabalho, o crescimento econômico do país passa a depender cada vez mais do aumento da produtividade, um aspecto que Vidal considera "desprezível" no Brasil. Ele ressalta que o número crescente de trabalhadores não está mais impulsionando a economia como antes, o que torna a produtividade um fator crítico.

Dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) mostram que a produtividade brasileira cresceu 2,1% no primeiro trimestre, mas esse impulso foi liderado pelo setor agropecuário. Quando esse setor é excluído, houve uma queda de 1%.

Nesse contexto, o crescimento sustentável da economia brasileira depende cada vez mais de investimentos e do aumento da produtividade. A agropecuária impulsiona a produtividade, mas outros setores enfrentam desafios significativos.

As projeções apontam que o PIB per capita encerrará o ano de 2023 com um aumento de 2,04% em relação a 2022, chegando a R$ 49.825. Para 2024, é esperado um crescimento mais modesto, com uma variação de 0,77% no PIB per capita, acompanhado por um aumento de 1,2% no PIB.

Segundo os cálculos de Vitor Vidal, o recorde alcançado no segundo trimestre de 2023 para o PIB per capita foi de R$ 13.087, o mais alto desde os R$ 13.054 registrados no primeiro trimestre de 2014, antes do início da recessão no Brasil.

O PIB per capita é um indicador que relaciona a riqueza de um país com o tamanho de sua população, permitindo comparações internacionais e ajudando a identificar ciclos econômicos. 

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