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Risco silencioso: além do câncer de pulmão, outros órgãos são afetados pelo fumo

A mortalidade relacionada ao câncer de pulmão é alta, com um índice de 80%. Pessoas não fumantes também estão expostas aos riscos com o tabagismo passivo

Pessoas não fumantes também estão expostas aos riscos com o tabagismo passivo
Pessoas não fumantes também estão expostas aos riscos com o tabagismo passivo - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 29/08/2023, às 23h04

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O tabagismo está diretamente associado a uma série de tipos de câncer além do pulmão, alerta o médico titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Wesley Pereira Andrade. Embora o câncer de pulmão seja o principal foco ao se discutir os impactos do tabagismo, outros órgãos também são afetados por esse hábito prejudicial à saúde.

Andrade destaca à Agência Brasil que, além do câncer de pulmão, o tabaco também pode estar relacionado aos cânceres de boca, orofaringe, esôfago, pâncreas e intestino. Ele acrescenta que até o câncer de bexiga e das vias urinárias podem ser consequência do tabagismo, devido à absorção de substâncias tóxicas pelo organismo que, posteriormente, são excretadas pelo rim, afetando as vias urinárias.

A prevalência do tabagismo entre os casos de câncer de pulmão é significativa, conforme ressalta o especialista: "Cerca de 85% a 90% dos casos de câncer de pulmão são tabacos relacionados. O tabagismo é um agente causal importante do câncer de pulmão."

Andrade explica que o diagnóstico precoce do câncer de pulmão é desafiador, uma vez que frequentemente ele já está em estágio avançado quando é detectado, diminuindo as chances de cura. A mortalidade relacionada ao câncer de pulmão é alta, com um índice de 80%.

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Pessoas não fumantes também estão expostas aos riscos com o tabagismo passivo

No entanto, estratégias de diagnóstico precoce estão sendo adotadas para pacientes de alto risco. Indivíduos com mais de 55 anos, com histórico significativo de tabagismo, são aconselhados a fazer uma tomografia de tórax de rastreamento anual. Embora esse exame ainda não seja padrão em muitos países, incluindo o Brasil, Andrade defende sua adoção para detectar a doença em estágios iniciais.

O especialista também destaca o risco para pessoas não fumantes expostas ao tabagismo passivo. Estar em ambientes onde pessoas fumam indiretamente aumenta o risco de doenças pulmonares, inflamatórias e até mesmo de câncer de pulmão e outros tipos de câncer relacionados ao tabaco.

Quando o câncer de pulmão é detectado precocemente, o tratamento pode envolver cirurgia para a retirada da parte afetada do órgão, além de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. No entanto, casos avançados requerem tratamentos medicamentosos mais intensivos. A prevenção e o diagnóstico precoce são considerados as melhores estratégias para lidar com essa doença.

Diante do cenário de avanço no uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens, o médico geriatra Rafael Canineu, diretor médico de Health Analytics da Alliança Saúde, enfatiza a importância de conscientizar os jovens sobre os perigos desses dispositivos. Ele alerta que o uso de cigarros eletrônicos pode agravar várias doenças que podem surgir com o envelhecimento, impactando a qualidade de vida na velhice.

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