Pedido para 5 mil vagas

Concurso Receita Federal tem defasagem superior a 20 mil servidores

Oportunidades solicitadas para o concurso Receita Federal do Brasil (RFB) são para as carreiras de auditor-fiscal e analista tributário. Expectativa de que autorização não demore em 2019

Da Redação
Publicado em 23/01/2019, às 15h35 - Atualizado em 29/06/2019, às 08h31

Leão símbolo da Receita Federal do Brasil
Divulgação

concurso Receita Federal (RFB) é um dos mais aguardados pelos concurseiros. E a defasagem de pessoal tem preocupado cada vez mais a categoria, isso porque há um déficit que supera 20 mil servidores.

Sua última solicitação, em trâmite no atual Ministério da Economia, é para o preenchimento de 5.000 vagas, de acordo com o diretor do Departamento de Relações de Trabalho no Serviço Público (Deret/SGP), Paulo de Tarso Cancela Campolina de Oliveira. 

Recentemente, sindicatos da categoria demonstraram diversas vezes a necessidade de um certame urgente e que os serviços prestados à população podem ser seriamente prejudicados se nada for feito pelo governo.

Último levantamento, de agosto de 2018, aponta que a Receita Federal tem 21.237 postos em aberto, número em constante crescimento. Do déficit de servidores, 11.197 são de auditores e 10.040 de analista. A situação pode ficar mais crítica, ainda mais que cerca de 20% do pessoal já está apto a se aposentar.

Concurso Receita Federal: pedido

A solicitação do concurso Receita Federal é para 3.000 oportunidades de analista-tributário de 2.000 de auditor-fiscal.

Ambas as carreiras aceitam profissionais com formação superior completa em diversas áreas de atuação. O salário inicial corresponde a R$ 16.201,64 e a R$ 9.714,42, respectivamente, já incluindo o vale-alimentação de R$ 458.

Preparação para o concurso

Por ser considerado um dos concursos mais concorridos do Brasil, já que soma milhares de concorrentes, quem deseja conquistar um posto na RFB deve iniciar os estudos com antecedência. Em entrevista anterior ao JC, o auditor-fiscal da Receita Federal e ex-presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), Pedro Delarue, comentou que “as provas são disputadíssimas e as pessoas que estão estudando estão super preparadas, então, é necessário estudar bastante, já que há uma grande variedade de temas”.

Uma opção para se preparar para a seleção é analisar o conteúdo programático e as avaliações dos processos seletivos anteriores. 

Concurso Receita Federal: edital anterior

O último edital do concurso Receita Federal aconteceu em 2014 e contemplou 278 vagas para a carreira de auditor-fiscal.

Sob a organização da Esaf, a triagem constou de:

  • Prova objetiva de conhecimentos gerais e específicos
  • Prova discursiva
  • Sindicância de vida pregressa

Prova anterior Receita Federal

Para auxiliar nos estudos, o JC Concursos liberou as provas anteriores da organizadora ESAF, além dos gabaritos para consulta das questões aplicadas, para os cargos de auditor e analista. É importante avaliar se a organizadora será a mesma para o novo processo de seleção, direcionando a preparação para o estilo da banca.

O JC Concursos fará o acompanhamento completo do novo processo de seleção do órgão, em contato com os responsáveis pelo avanço do concurso Receita Federal.

Sobre RFB - Receita Federal do Brasil

A Secretaria da Receita Federal do Brasil é um órgão específico, singular, subordinado ao Ministério da Fazenda, exercendo funções essenciais para que o Estado possa cumprir seus objetivos. É responsável pela administração dos tributos de competência da União, inclusive os previdenciários, e aqueles incidentes sobre o comércio exterior, abrangendo parte significativa das contribuições sociais do País. A Receita Federal também subsidia o Poder Executivo Federal na formulação da política tributária brasileira, previne e combate a sonegação fiscal, o contrabando, o descaminho, a pirataria, a fraude comercial, o tráfico de drogas e de animais em extinção e outros atos ilícitos relacionados ao comércio internacional.

Até 1 de janeiro de 2019 era subordinado ao Ministério da Fazenda, e a partir daí passou a ser subordinado ao novo Ministério da Economia do Governo Jair Bolsonaro.

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