Quarentena do funcionalismo deve evitar colapso no Iamspe

A previsão otimista se deve menos às condições do hospital de que a uma peculiaridade de seus pacientes: em regra, os servidores têm seus salários preservados e podem permanecer em quarentena

Duarte Moreira
Publicado em 18/05/2020, às 09h38

Coluna do Servidor
Divulgação

Apesar da falta de investimento, a expectativa é que a pandemia não causará colapso no Hospital do Servidor. Conforme explicou o presidente da Comissão Consultiva Mista do Iamspe, Guilherme Nascimento, a taxa de ocupação dos 80 leitos de UTI se mantém em 50%, abaixo dos 70% referentes aos leitos do SUS na capital.

A previsão otimista se deve menos às condições do hospital de que a uma peculiaridade de seus pacientes: em regra, os servidores têm seus salários preservados e podem permanecer em quarentena. “A maior parte da população não encontra nenhum apoio. Nem a ajuda de R$ 600 o governo federal consegue entregar de forma tranquila.”   Também à frente do Centro Associativo dos Profissionais de Ensino, Nascimento participou em 29/4 de live realizada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL), que destacou a situação de abandono dos professores temporários.

A inclusão da categoria entre os contribuintes do Iamspe é luta antiga de Giannazi e está prevista nas emendas ao Projeto de Lei Complementar 52/2018. Está ainda em pauta a criação de um conselho deliberativo e fiscal e a contribuição paritária entre servidores e governo. Em 2020, os 1,3 milhões de contribuintes vão aportar R$ 1,05 bilhão no instituto, sendo que a participação do Estado será de apenas R$ 450 milhões. Também participou da live o vereador Celso Giannazi (PSOL), membro da Comissão de Saúde da Câmara, que abordou a situação do Hospital do Servidor Público Municipal.

Contágio do coronavírus na população de rua

 A deputada Márcia Lia quer dados oficiais de contágio da população de rua pelo coronavírus no Estado de São Paulo. A parlamentar enviou requerimento de informação ao Governo do Estado em que solicita os números oficiais e as propostas do plano emergencial de atendimento às pessoas em máxima vulnerabilidade social. “Por vários fatores, a população de rua é também a mais exposta ao contágio e a mais vulnerável à letalidade do coronavírus.           Queremos saber qual é o alcance da doença hoje entre os moradores de rua e quais as medidas para tentar barrar a transmissão e salvar as vidas dessas pessoas”, observou a deputada.

No documento enviado à Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Lia solicita o número de pessoas em situação de rua contaminada por coronavírus no Estado de São Paulo até o momento, quantas destas pessoas estão internadas em decorrência da doença, quantos moradores de rua vieram a óbito pela Covid-19 no Estado até o momento e qual o plano de saúde pública do Estado para essa população, que não tem condições sanitárias básicas, nem possibilidade de isolamento social, ficando exposta ao risco o tempo todo. “A necessidade de medidas especiais para a população de rua é urgente. Precisamos garantir que todos tenham igualdade de direitos de proteção à vida”, finalizou a deputada.

Fontes: Diário Oficial e Duarte Moreira

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