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Irritação nos olhos: maior tempo de exposição às telas pode provocar uma doença; saiba como identificar

A pandemia de Covid-19 trouxe novos hábitos que promovem maior irritação nos olhos. Condição causa doença que já atinge milhões de brasileiros; confira

Glícia Lopes* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 13/07/2022, às 18h10

Olho irritado, muito vermelho | Foto: Freepik
Olho irritado, muito vermelho | Foto: Freepik
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Você sabia que a exposição excessiva às telas pode provocar uma doença? Pois, é! Desde 2020 acontece no Brasil a campanha Julho Turquesa, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a Síndrome do olho seco. O que, para nós, pode significar apenas uma irritação nos olhos temporária, para a comunidade oftalmologista significa um alerta.

Julho foi instituído como o Mês da Conscientização do Olho Seco inicialmente nos Estados Unidos, em 2017, pelo instituto Tear Film Ocular Surface Society (TFOS). O órgão percebeu a importância de dar visibilidade ao assunto que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, interferindo diretamente na qualidade de vida e visão.

Já no Brasil, a campanha surgiu em 2020, motivada pela significativa mudança no estilo de vida das pessoas, adotada a partir dos protocolos sanitários impostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a fim de conter a pandemia de Covid-19. O isolamento social, a transferência dos locais de trabalho para o home office, bem como a maior disponibilidade de tempo ocioso em frente às telas, fez com que a Associação dos Portadores de Olho Seco – APOS, juntamente ao instituto estadunidense TFOS, estabelecesse no país a campanha Julho Turquesa, a fim de conscientizar sobre a síndrome do olho seco.

Segundo a APOS, não existem estatísticas definidas sobre a incidência desta condição, porém, estima-se que cerca de 18 milhões de brasileiros convivem com o problema. Ainda, de acordo com uma pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, realizada entre jovens de 23 a 25 anos de idade, 34% apresentaram características da síndrome do olho seco. Nas mulheres o percentual foi bem maior, em comparação com os homens (42% para 24%, respectivamente). Mulheres com mais de 40 anos também estão mais suscetíveis ao distúrbio.

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Quando a irritação nos olhos é um problema?

É comum sentirmos incômodo nos olhos após um dia longo de trabalho, estudos ou, até mesmo, após um tempo maratonando aquela série preferida. No entanto, para caracterizar a síndrome do olho seco, além da irritação nos olhos, deve-se levar em conta fatores como:

  • Exposição prolongada às telas: pode fazer com que reduzimos a frequência com que piscamos os olhos, mecanismo responsável pela lubrificação das córneas. Quando piscamos menos, o filme lacrimal que protege o olho pode evaporar mais rapidamente, deixando o olho seco;
  • Idade e sexo: como mencionado, há maior prevalência da síndrome do olho seco em mulheres, em especial com idade acima de 40 anos;
  • Muita exposição ao ar condicionado: o vento gelado pode acelerar a evaporação da lágrima que reveste o olho (lubrificação), promovendo a secura dos olhos;
  • Lentes de contato: se utilizada de forma incorreta pode alterar a lubrificação dos olhos, desencadeando a síndrome;

Além disso, a exposição ao vento direto nos olhos; fumaça de cigarro; a utilização de alguns medicamentos como antialérgicos, anti-hipertensivos e antidepressivos e outras doenças que alteram as funções das glândulas das pálpebras são fatores de risco para a síndrome dos olho seco.

Como identificar e amenizar a Síndrome do olho seco

Esta síndrome é considerada uma doença crônica, caracterizada pela redução da capacidade do olho em produzir lágrimas ou pela alteração da qualidade do líquido. Devido a isso, pode acarretar os sintomas de:

  • Ardência;
  • Vermelhidão;
  • Secura;
  • Coceira;
  • Sensação de corpo estranho no olho, como areia;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Maior produção de muco nos olhos.

Este último sintoma pode surgir em casos mais graves, mas, no caso de persistirem esses sinais, deve-se manter contato com o oftalmologista, a fim de evitar o agravamento da qualidade da visão ou de desenvolver um problema maior. A partir desse contato, deve-se avaliar a intensidade da condição e iniciar o tratamento o quanto antes.

Para amenizar os impactos dos fatores de risco, podem ser adotadas algumas medidas como:

  • Uso de colírios lubrificantes indicados por um oftalmologista;
  • Se hidratar corretamente com cerca de 2 litros de água por dia;
  • Fazer pequenas pausas enquanto utiliza o computador, celular ou outro tipo de tela;
  • Reduzir o tempo em ambiente com ar condicionado ou ventilador;
  • Se possível, umidificar o ar;
  • Piscar os olhos com mais frequência;
  • Dormir bem.

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Como ler mais rápido e melhor?

Já vimos que muito tempo dedicado às telas pode gerar um grande problema para os nossos olhos, certo? Então, que tal aprender como otimizar o tempo que dedicamos à leitura? Seja no papel, ou nas telas, a concentração pode fazer com que esqueçamos a tarefa simples de piscar os olhos. Confira esse artigo sobre como ler mais rápido e melhor, no Blog Medcel. Além desse material, você encontra tudo sobre concursos, especialidades, títulos e notícias sobre a área médica. Aproveite!

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