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Vacina da covid em crianças de 3 a 5 anos pode ser liberada pela Anvisa; confira

Agência vai ouvir pesquisadores sobre a aplicação da vacina da covid em crianças dessa faixa etária. Outros países já liberaram a imunização desse público

Glícia Lopes* | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 12/07/2022, às 22h25

Menina com Band-aid no braço sorri e faz coração com os dedinhos | Foto: Freepik
Menina com Band-aid no braço sorri e faz coração com os dedinhos | Foto: Freepik
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Crianças do Brasil menores de 5 anos de idade estão a um passo de poder receber a imunização contra a Covid-19. Em reunião que deverá acontecer na próxima quarta-feira (13) a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) irá decidir pela liberação ou não da vacina da covid em crianças com idade entre 3 e 5 anos. O imunizante a ser administrado é o Coronavac, produzido pelo Instituto Butantan.

Atualmente, a vacinação com a Coronavac é permitida no Brasil para crianças com idade acima de 6 anos. Recentemente a Pfizer estudou enviar à Anvisa solicitação da administração do imunizante em crianças a partir de 6 meses de vida. O país acompanha recente alta do número de casos da doença, com a prevalência das subvariantes da Ômicron, BA.4 e BA.5, sendo a BA.5 a mais transmissível de todas até então.

Ao redor do mundo, países como Chile, China e Hong Kong já administram a vacina contra a covid-19 em crianças com menos de 5 anos. A Coronavac está sendo utilizada na imunização. Já nos Estados Unidos foram liberadas em caráter emergencial a aplicação da vacina da Moderna e da Pfizer em crianças com idade a partir dos 6 meses de vida, após aumento de casos de infecção no público dessa faixa etária e após comprovação da eficácia dos imunizantes.

O Instituto Butantan vem solicitando à Anvisa a aplicação da Coronavac para a população com idade de 3 a 5 anos, mas a agência optou por não liberar a imunização, à época. Agora, sob orientação das sociedades médicas e de pesquisadores que integram o projeto Curumim, que atestam a eficácia da vacina da covid em crianças e adolescentes, a Anvisa realizará nova conferência, que será transmitida nesta quarta (13) em seu canal no YouTube, a partir das 14h30.

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Cresce o número de morte entre crianças não vacinadas

Estudos realizados recentemente pelo Instituto Leônidas & Maria Deane, da Fiocruz, em parceria com universidades do Brasil, constataram o aumento do número de mortes entre crianças não imunizadas contra a covid-19. A pesquisa levou em consideração dados do início deste ano, em comparação com o maior pico da pandemia em 2021. Órgãos defendem que seja aplicada a vacina da covid em crianças, a fim de diminuir o número de mortes.

Para o público com idade entre 12 e 17 anos, a incidência de mortes por covid-19 diminuiu, já que na época avaliada, essa faixa etária havia iniciado recentemente a imunização. Para esse grupo, o número de mortes teve uma queda de 40%, comparando os períodos de abril a março de 2021 com janeiro a fevereiro de 2022.

No caso de crianças com menos de 12 anos, observaram um aumento significativo na mortalidade em decorrência da covid-19, visto que esse público não havia sido liberado para receber as doses dos imunizantes. Segundo o estudo, os menores de 5 anos enfrentaram maior mortalidade no início do ano, chegando a atingir cerca de 82% dos casos entre crianças de 2 a 4 anos de idade e de 52% entre o público com até 1 ano. Com a alta dos casos, os órgãos se preocupam com a parcela da população que não teve a imunização liberada.

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