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Armas particulares: número dobra e chega a quase 3 milhões no país, diz institutos

Levantamento realizado pelos institutos Igarapé e Sou da Paz aponta que o número de armas particulares dobrou e crescimento chega a quase 3 milhões

Um homem segura uma arma
Um homem segura uma arma - Divulgação JC Concursos - Armas particulares
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 14/02/2023, às 19h47

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Segundo levantamento realizado pelos institutos Igarapé e Sou da Paz, a quantidade de armas particulares dobrou e chega a quase 3 milhões no país, no período de 2019 e 2022. Apenas no ano passado, os brasileiros adquiriram mais armas em relação ao acumulado de 2018, 2019 e 2020.

Os institutos afirmam que esse crescimento tem relação com as medidas adotadas durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL), que facilitou o acesso ao armamento de arsenais particulares e CACs (caçadores, atiradores desportivos e colecionadores). Entre elas, estão a facilitação do porte municiado e o acesso a armas mais potentes em maior quantidade.  

A ação do governo Bolsonaro provocou aumento do acervo particular no país. Só para se ter uma ideia, em 2018, antes das mudanças, os acervos somavam 1,3 milhão de armas no Brasil, tendo 47% pertencendo a militares. 

No período mencionado acima, os CACs tinham 27% de arsenal, e 26% dos armamentos estavam com servidores civis, cidadãos comuns com registro para defesa pessoal e caçadores de subsistência. No ano de 2022, o número de arma na mão dos CACs aumentou para 42,5%. 

A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, diz que o mercado de armas, assim como os outros, também funciona a partir da oferta e procura, e que o aumento da circulação de armas é observado pelo crime organizado. "Sabendo do aumento dessa oferta de armas, o crime se organiza para explorar essa movimentação. É um canal a mais para o crime explorar", explica. 

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Medidas do governo Bolsonaro causaram descontrole 

De acordo com documento divulgado nesta segunda-feira (13), as mudanças nos arsenais no país causaram um efeito de "descontrole promovido pelos mais de 40 atos infralegais - decretos, portarias e instruções normativas - publicados entre 2019 e 2022, quase todos regredindo em controles até então vigentes”.

Esse aumento representa maior dificuldade para controle das solicitações e fiscalização do mercado de armamento, segundo os institutos. O entendimento é de que o afrouxamento do controle tem impacto direto na segurança pública. O crescimento representa mais de sete vezes o observado em 2018, quando os CACs compraram 59 mil armas, já em 2022 esse número chegou a 430 mil. 

*Com informações da Agência Brasil 

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