Correios: após greve, atividades devem voltar 100% hoje (22)

De acordo com a maioria dos ministros do TST, a greve nos Correios não foi abusiva e os funcionários terão um reajuste no dissídio de 2,6%

Redação
Publicado em 22/09/2020, às 10h09 - Atualizado às 15h00

None
Fernando Brazão/Agência Brasil

Os funcionários dos Correios devem voltar ao trabalho hoje (22), após a greve paralisar as atividades durante 35 dias. O TST (Tribunal Superior do Trabalho) aprovou o reajuste de 2,6% no dissídio da categoria, durante o julgamento realizado na última segunda-feira (21). 

A maioria dos ministros do TST decidiram que a greve, iniciada em 17 de agosto, não foi abusiva. Pela decisão, metade dos dias de greve será descontado do salário dos empregados, a outra metade terá que ser compensada. No caso de descumprimento da decisão de retorno imediato, a multa diária foi fixada em R$ 100 mil.

Apesar de conquistar o reajuste, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa dos Correios e Similares (Fentect) criticou a decisão do TST, em nota divulgada no site do sindicato. “Essa decisão representa mais um ataque aos direitos da classe trabalhadora, e um retrocesso a nossa categoria. É mais uma mostra de como o Judiciário se mantém servil ao patronato, atuando de forma político partidária, e se mantendo distante do propósito de justiça e dignidade à classe trabalhadora”, afirma José Rivaldo da Silva, secretário-geral da federação.

Além de considerar o reajuste insuficiente, entre as maiores perdas contabilizadas pela entidade está a redução dos dias de licença maternidade na empresa, que passará de 180 dias, como praticada em todo o governo federal, para 120 dias.

O documento publicado pela Federação diz que a entidade realizará, na manhã de hoje, reunião com sua diretoria para avaliação do cenário. Apesar de não falar explicitamente em manutenção da greve, a Fentect orienta todos os sindicatos filiados a manterem a realização de assembleias previstas para hoje, para analisar a proposta e “decidir de forma coletiva e democrática sobre o resultado do julgamento.”

Veja a resposta dos Correios sobre a greve

Os Correios também se manifestaram sobre o resultado do dissídio. Em nota, a empresa de entregas esclareceu que segue executando o plano de continuidade do negócio, com a realização de mutirões de entrega, inclusive em fins de semana e feriados, com o objetivo de reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados à população.

A estatal acrescentou que, desde o mês de julho, buscou negociar os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, de maneira “a fortalecer as finanças e preservar sua sustentabilidade”. “A empresa agora empreenderá todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa”, garante o documento.

*trechos com reprodução da Agência Brasil

Comentários

Mais Lidas