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Cresce inadimplência em São Paulo e atinge o maior nível desde 2019; Entenda

Fecomercio-SP, responsável pela pesquisa, explica que desemprego e a inflação alta são os principais motivos para o aumento da inadimplência em São Paulo

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 09/03/2022, às 13h38

Cresce inadimplência em São Paulo e atinge o maior nível desde 2019; Entenda
Cresce inadimplência em São Paulo e atinge o maior nível desde 2019; Entenda - Divulgação
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O nível de inadimplência das famílias na cidade de São Paulo atinge o maior patamar desde dezembro de 2019, quando 22,2% das pessoas possuíam alguma dívida em atraso. Em fevereiro, a falta de pagamento esteve presente em 21,8% das famílias paulistanas. Os dados são da pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), divulgados nesta quarta-feira (09). 

Segundo a Fecomercio-SP, o percentual apresentado no mês passado indica que 872 mil famílias estão com as contas em atraso, um aumento de 61 mil lares em relação a janeiro (20,3%). Em fevereiro de 2021, o índice de inadimplência na cidade era de 18,2%.

A inadimplência é maior na faixa de renda de quem ganha até dez salários mínimos, ficando em 26,4%. Entre as famílias que ganham acima desse patamar, 10,2% têm dívidas em atraso.

O endividamento das famílias também cresceu 13 pontos percentuais na comparação entre fevereiro deste ano e de 2021, passando de 59,2% no ano passado para 73% no último mês. Em termos absolutos, são 2,92 milhões de famílias com dívidas na capital paulista.

Entre as famílias que recebem até dez salários mínimos por mês, o endividamento ficou em 76,2% em fevereiro. Nos lares com renda acima disso, 64% têm dívidas.

“Desde o ano passado, o endividamento vem batendo recordes em razão da dificuldade das famílias em manter o consumo, diante do quadro de inflação e desemprego”, aponta a Fecomercio. 

A situação se agrava, na avaliação da Fecomercio, devido a alta da taxa básica de juros que ocorreu ao longo dos últimos meses. “Quem tem dívidas atrasadas pagará mais juros, e, por consequência, sobrarão menos recursos para o consumo. O aumento da taxa também traz riscos para o sistema financeiro, que acaba por restringir o crédito, tornando-o mais seleto”, conclui o relatório da pesquisa.

*com informações da Agência Brasil

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