“Guru” é aprovado em diversos concursos públicos e hoje ensina pessoas a alcançar o sucesso

Conheça a história do candidato aprovado em diversos concursos públicos e hoje atua como palestrante, professor em faculdades e cursos, além de desembargador TRF-2

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 20/09/2021, às 11h15

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Reprodução Redes Sociais

Conhecido como “Guru” dos concursos públicos, William Douglas é um daqueles exemplos que os concurseiros, desde o iniciante até aqueles mais experientes, que devem ser seguidos. Atualmente, ele é desembargador público com lotação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no Rio de Janeiro. Além de desembargador, Douglas é professor de direito processual na Universidade Federal Fluminense (UFF) e em diversos cursos preparatórios para concursos.

Em 2019, William Douglas até foi especulado para integrar o time do Supremo Tribunal Federal (STF). Um grupo de pastores evangélicos, liderados por Silas Malafaia, entregou uma recomendação para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicar o Guru dos Concursos para uma cadeira na suprema corte.

Para conquistar o sucesso na carreira pública, William Douglas, que é autor do best-seller “Como Passar em Concursos Públicos”, destaca que ele foi reprovado seis vezes antes de conquistar a primeira nomeação. 

“Foram seis reprovações. Eu tinha tentado os concursos de oficial de justiça, juiz, defensor público e promotor. Havia dedicado um ano exclusivamente ao estudo até que, finalmente, consegui o primeiro cargo público: analista judiciário do TRF-2”, relata Douglas no livro “Como Passar em Concursos Públicos”.

O Guru dos Concursos nos ensina que as reprovações devem ser encaradas como um mecanismo de aprendizagem e não como um sinal de fracasso. Pois as reprovações indicam quais caminhos o concurseiro está errando e quais caminhos devem ser corrigidos para alcançar a almejada nomeação.

Após a aprovação como analista judiciário, William Douglas conseguiu ser o mais jovem nomeado para o cargo de delegado de Polícia, embora tenha ficado apenas cinco meses. Após este cargo, ele conseguiu passar no certame da defensoria pública do Rio de Janeiro para a função de defensor, onde ficou três anos. Em 1993, ele se tornou o segundo juiz federal mais novo da história do tribunal, aos 25 anos. 

William Douglas ressalta que ser aprovado em diversos concursos públicos é a simbiose de três elementos: empenho, disciplina e persistência. O empenho é a motivação diária para estudar o que for necessário para ser aprovado no processo seletivo. A disciplina é a manutenção de uma rotina de estudos diária, uma vez que a repetição é um processo de aprendizagem contínuo. E a persistência é o fator para continuar mesmo com percalços, como a reprovação de um concurso ou a demora na publicação do tão esperado edital.

Ele ainda aponta que a inteligência não é tão importante para ser aprovado no concurso quanto a persistência. “Notei que muitas pessoas que eram consideradas inteligentes, capacitadas e com boas condições financeiras não eram aprovadas. Ao mesmo tempo, vi candidatos que tinham vários empregos e passavam por dificuldades, conquistarem suas vagas no serviço público. Conclui que o sucesso em um concurso depende muito mais do empenho do que da situação financeira ou até mesmo da inteligência”, afirma.

O Guru dos Concursos já escreveu mais de 50 livros sobre o tema e já proferiu palestras, que foram ouvidas por mais de 500 mil pessoas. Ele argumenta que o ingresso no funcionalismo público é encarado como uma forma de salvação da vida das pessoas. No entanto, enfrentar uma prova super concorrida com essa responsabilidade mais atrapalha o candidato do que ajuda. Uma vez que cria uma responsabilidade tão grande que o medo de fracassar aumenta o nervosismo e inibe a criatividade e a concentração para resolução de problemas.

Douglas ainda explica que o concurso não deve ser uma salvação devido ao seu caráter de urgência. Portanto, a reprovação em uma seleção para um órgão público é visto como um fracasso. 

De acordo com William Douglas, a aprovação em um concurso público é um processo de amadurecimento. “Passar em um concurso requer amadurecimento. É preciso aprender a administrar os prazos, manter o lado emocional equilibrado e criar um sistema próprio e eficiente de estudo. Tudo isso leva tempo. Às vezes, muito tempo. Já falhei porque fiquei nervoso, já fui reprovado duas vezes em uma mesma matéria, não passei porque perdi tempo em questões que não sabia em vez de me concentrar nas que sabia. Enfim, coisas que aprendi prova a prova”, afirma.

A última dica do desembargador é que o concurseiro deve ser guiado por três pilares: organização e planejamento; saber como estudar; e entender como fazer a prova.

“Em meu livro ‘Como passar em provas e concursos’ eu digo que existem três grandes pilares para quem quer passar em concursos. O primeiro deles é justamente a organização e o planejamento. O segundo é como estudar e o terceiro é como fazer uma prova. Portanto, um ponto imprescindível em qualquer projeto, seja um concurso, seja uma carreira, seja uma empresa, seja até mesmo um regime para uma pessoa emagrecer, é o planejamento”, afirmou William Douglas em uma entrevista para o site de preparação de concursos.

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