Inflação de 2021 sobe mais de 10% e registra a maior alta dos últimos sete anos

De acordo com o IBGE, a inflação mais alta dos últimos sete anos foi influenciada pelo aumento dos transportes, habitação, alimentação e bebidas

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 11/01/2022, às 11h12

Inflação de 2021 sobe mais de 10% e registra a maior alta dos últimos sete anos
Inflação de 2021 sobe mais de 10% e registra a maior alta dos últimos sete anos - Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os números sobre inflação no Brasil do mês de dezembro e, consequentemente, fechou o ano de 2021. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, apresentou alta de 0,73% em dezembro, acumulando aumento de 10,06% em 2021. Com isso, o país registrou a maior alta da inflação dos últimos sete anos, em 2015, o IPCA foi de 10,67%. 

A inflação oficial ficou 2,6 vezes acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 3,75%. O teto máximo era 5,25%, quase o dobro do índice registrado no ano passado. 

Segundo o relatório do IBGE, o resultado da alta da inflação foi influenciado pelo grupo dos transportes, que variou 21,03% no acumulado do ano. Em seguida, foram a habitação, com alta de 13,05%, e alimentação e bebidas, que aumentou 7,94%.

O mercado financeiro, através do Boletim Focus, que foi publicado na última segunda-feira (10), tinha uma projeção da inflação oficial fechar o ano de 2021 com uma alta de 9,99%. A previsão para 2022 é ter um IPCA 5,03%.

A previsão de inflação segue acima do teto do sistema de metas para o ano que vem (5%). A meta central de inflação para 2022 é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%.

Além do IPCA, o IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é utilizado para calcular o reajuste do salário mínimo. Em 2021, o INPC acumulou uma alta de 10,16%, bem acima dos 5,45% registrados em 2020.

O INPC teve alta de 0,73% em dezembro. O resultado ficou 0,11 ponto percentual (p.p) abaixo do registrado em novembro no mês anterior (0,84%). Após a variação negativa registrada em novembro (-0,03%), os produtos alimentícios tiveram alta de 0,76% em dezembro. Já os não alimentícios tiveram variação menor que a do mês anterior, passando de 1,11% em novembro para 0,72% em dezembro.

O INPC abrange as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

*com informações da Agência Brasil e IBGE

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