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Inflação do IGP-M sobe em fevereiro e registra alta de 16,12% em 12 meses, indica FGV

O coordenador do FGV-Ibre, André Braz, aponta que avanço da inflação em fevereiro foi motivado pelos preços das grandes commodities

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 25/02/2022, às 08h58

Inflação do IGP-M sobe em fevereiro e registra alta de 16,12% em 12 meses, indica FGV
Inflação do IGP-M sobe em fevereiro e registra alta de 16,12% em 12 meses, indica FGV - Divulgação
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A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,83% em fevereiro, ante 1,82% no mês anterior. Deste modo, o índice já acumula uma alta de 3,68% neste ano e registra um crescimento de 16,12% nos últimos 12 meses. 

Em fevereiro de 2021, o índice havia subido 2,53% e acumulava alta de 28,94% em 12 meses.

Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (25), pelo FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).

O coordenador dos Índices de Preços, André Braz, relata que a inflação ao produtor foi influenciada pelos preços das grandes commodities. “A soja (de 4,05% para 8,91%), o milho (de 5,64% para 7,92%) e os combustíveis, com destaque especial para o óleo Diesel (de 2,30% para 5,53%) foram responsáveis por 45% da taxa apurada pelo IPA”, aponta.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,36% em fevereiro, ante 2,30% em janeiro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,21% em fevereiro. No mês anterior, a taxa do grupo havia sido de 0,75%. 

De acordo com a pesquisa, a principal contribuição para este resultado foi em relação ao subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 1,11% para 6,89%, no mesmo período. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,33% em fevereiro, ante 0,42% em janeiro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. 

A principal contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,94% para -0,10%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 4,27% em janeiro para 2,02% em fevereiro.

Além disso, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Vestuário (1,17% para 0,20%), Habitação (0,33% para 0,13%), Alimentação (1,15% para 1,08%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,07% para 0,05%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: roupas (1,29% para 0,32%), condomínio residencial (1,45% para 0,01%), frutas (8,51% para 3,64%), plano e seguro de saúde (-0,29% para -0,49%).

Por outro lado, os grupos Transportes (-0,17% para 0,26%), Comunicação (0,13% para 0,38%) e Despesas Diversas (0,14% para 0,16%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacaram-se os seguintes itens: gasolina (-1,62% para -0,89%), tarifa de telefone residencial (0,29% para 1,28%) e conselho e associação de classe (0,59% para 1,85%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,48% em fevereiro, ante 0,64% em janeiro. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de janeiro para fevereiro: Materiais e Equipamentos (1,05% para 0,56%), Serviços (1,28% para 1,69%) e Mão de Obra (0,14% para 0,19%). 

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