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Redução de impostos não resolve alta da inflação, afirma presidente do Banco Central

Ao declarar que a redução de impostos não resolve alta da inflação, Campos Neto refuta anúncio de Guedes em reduzir imposto sobre produtos no país

Jean Albuquerque | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 22/02/2022, às 19h41

Redução de impostos não resolve alta da inflação, afirma presidente do Banco Central
Redução de impostos não resolve alta da inflação, afirma presidente do Banco Central - Agência Brasil
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A redução de impostos não ajudou a reduzir a alta da inflação, assim afirmou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nesta terça-feira (22). A declaração de Campos Neto foi dada após anúncio do  ministro da Economia Paulo Guedes de que o governo avalia reduzir em até 25% a alíquota do Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI), tributo federal que incide sobre os artigos industrializados, nacionais ou importados, à venda no país. 

A fala de Campos Netos foi dada em seminário do banco BTG Pactual, na capital paulista, ocorrido hoje pela manhã em que Guedes também participou. “Você abaixa um imposto ou faz alguma coisa que abre mão de receita para obter um preço do produto mais baixo naquele momento, estruturalmente você não está ajudando a inflação. Você pode ter um queda no curto prazo, mas, na parte de expectativa de inflação, isso vai se incorporar e esse elemento tende a prevalecer estruturalmente, falando no médio e longo prazo”, declarou ao ser questionado sobre o tema. 

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Redução de impostos não resolve alta da inflação avalia Campos Neto

Como apontam os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no acumulado dos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresenta alta de 10,38%, patamar superior aos 10,06% registrados no período imediatamente anterior. 

Em relação à inflação, o presidente do BC destacou que projeta uma aceleração da queda da inflação que deve ocorrer ainda no primeiro semestre. “Quando a gente olha 12 meses, entre abril e maio, essa é a nossa visão”, disse. Campos Neto rejeitou a ideia de que tenha dito que esses seriam os meses de pico. Ele também explicou que a análise sobre a inflação leva em consideração outros países que adotam medidas semelhantes, como a Colômbia.

Alta da inflação foi registrada com maior força em alguns setores. Confira

Ao refletir sobre os setores que impulsionaram a inflação no país, Campos Neto disse que no setor de serviços, “subiu mais rápido e foi mais disseminada, e a inflação industrial não caiu e, em parte, aumentou até a difusão”, disse. Ele credita parte desse movimento inflacionário à cadeia de energia. 

Ainda no caso do setor de serviços, o presidente do BC afirma que busca entender o que pode ter levado a alta dos preços. “Tentamos ver o que era recomposição de margem, o que tinha de salário. Estamos olhando a inflação de serviços mais de perto. A gente já esperava que ela fosse subir. O último número nos surpreendeu negativamente”, acrescenta. 

Aprovação da lei que regula Criptomoedas

A lei que busca regular o mercado de criptomoedas no Brasil foi aprovada hoje na Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado, em caráter terminativo. Caso não haja recurso para votação em plenário, o texto poderá seguir direto para a Câmara dos Deputados. Sobre o assunto, o presidente do BC avaliou a aprovação como positiva e ainda disse que o projeto é importante. “Vejo uma certa preocupação, mas também vejo novas portas se abrindo para inovação financeira, para um sistema descentralizado que seja capaz de gerar inclusão, então a gente precisa colocar tudo em perspectiva.”

* Com Agência Brasil 

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