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Novo corte no IPI: adiamento de medida deixa indústria descontente; saiba mais

O ministro da economia, Paulo Guedes, tinha prometido durante fala em evento novo corte no IPI em até 33%; decreto manteve redução de 25% por 30 dias

Jean Albuquerque | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 03/04/2022, às 20h54

Adiamento do novo corte no IPI deixa indústria descontente
Adiamento do novo corte no IPI deixa indústria descontente - Agência Brasil
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Durante um evento da  Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que ocorreu no último dia 24 de março, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a afirmar que o novo corte no IPI poderia ser ampliado em até 33%. 

A promessa de Guedes não foi cumprida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), já que manteve por mais 30 dias o corte de 25% sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ao editar decreto, o que causou descontentamento entre os setores da indústria que já contavam com o novo corte no IPI

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Adiamento do novo corte no IPI deixa indústria descontente 

A indústria se pronunciou sobre o assunto. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, em entrevista ao Estadão, chegou a afirmar ter o receio de uma paralisação no mercado, porque o consumidor pode optar por não comprar esperando a mudança como a redução em até 33% do IPI.   

"Historicamente defendemos a extinção do IPI, que poderia vir na reforma tributária, mas enquanto isso não acontece a redução paulatina é um caminho", disse Moraes, que aguarda a implantação da nova medida. 

A Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), afirmou que o adiamento causou uma frustração, pois a entidade representa empresas de vários Estados e da Zona Franca de Manaus.

O presidente executivo da entidade, Jorge Nascimento, disse que já estava em curso um acordo entre Bolsonaro e o governador do Amazonas, Wilson Lima, que tinha a promessa de também incluir os produtos fabricados na Zona Franca. "Não somos contra a redução do IPI, mas precisamos da excepcionalidade para que os produtos importados não cheguem mais baratos do que os feitos na ZF", afirmou Nascimento em entrevista a um jornal. 

Zona Franca também ficou frustrada com o adiamento 

Segundo o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a frustração acontece porque a Zona Franca não constar no decreto assinado pelo presidente Bolsonaro."Agora temos 30 dias para trabalhar forte para que a redação contemple a excepcionalidade".

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