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Por que o Copom não realizou um corte maior na taxa Selic? Entenda os motivos

Decisão do Copom surpreendeu boa parte do mercado financeiro, que esperava um corte menor de 0,25 ponto percentual. Taxa Selic é utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação

Corte mais expressivo na taxa Selic poderia gerar pressões adicionais sobre o orçamento público
Corte mais expressivo na taxa Selic poderia gerar pressões adicionais sobre o orçamento público - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 03/08/2023, às 14h18

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O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou uma redução de 0,50 ponto percentual na taxa Selic na quarta-feira (2), estabelecendo-a em 13,25% ao ano. A decisão surpreendeu boa parte do mercado financeiro, que esperava um corte menor de 0,25 ponto percentual. Diante desse cenário, especialistas apontam que o Copom adotou uma postura mais cautelosa em relação à queda dos juros, considerando uma série de fatores econômicos.

A taxa Selic é utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar as taxas de juros praticadas no mercado. Uma redução na Selic tem o objetivo de estimular o consumo e os investimentos, impulsionando a atividade econômica.

Por outro lado, um corte mais acentuado poderia gerar preocupações em relação à inflação e aos efeitos sobre a estabilidade econômica do país.

+++ Decisão unânime: todos os membros do Copom votaram a favor da redução dos juros

Corte mais expressivo na taxa Selic poderia gerar pressões adicionais sobre o orçamento público

Um dos principais motivos que levaram o Copom a decidir por um corte mais conservador na taxa Selic foi o cenário de incertezas econômicas em nível global. Nos últimos meses, diversos países têm enfrentado desafios significativos, como as consequências ainda sentidas pela pandemia, a alta nos preços de commodities e a instabilidade geopolítica. Esses fatores podem impactar a economia brasileira, o que demanda uma abordagem mais cautelosa na política monetária.

Além disso, o país tem enfrentado pressões inflacionárias, que levantam preocupações sobre a possibilidade de que uma redução mais agressiva da taxa Selic possa contribuir para um aumento nos preços ao consumidor. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem registrado variações significativas, e o Copom precisa agir com prudência para garantir que a inflação se mantenha sob controle.

Outro fator importante é a situação fiscal do país. O governo tem enfrentado desafios para equilibrar as contas públicas e reduzir o déficit orçamentário. Nesse contexto, um corte mais expressivo na taxa Selic poderia gerar pressões adicionais sobre o orçamento público, tornando mais difícil a busca pelo equilíbrio fiscal.

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