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São Paulo pode adotar transporte público gratuito até as eleições 2024

Saiba sobre a possibilidade de São Paulo adotar o transporte público gratuito antes das eleições de 2024

São Paulo pode adotar transporte público gratuito até as eleições 2024
Agência Brasil
Victor Meira

Victor Meira

victor@jcconcursos.com.br

Publicado em 12/06/2023, às 11h53

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São Paulo, a maior cidade do Brasil, está considerando a implementação do transporte público gratuito antes das eleições de 2024. Com base em dados do pesquisador Daniel Santini, atualmente 72 cidades em todo o país já adotam o conceito do passe livre. Essa proposta tem gerado debates acerca de sua viabilidade e dos possíveis benefícios que pode trazer.

Após as jornadas de Junho de 2013, em que os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus ganharam destaque, a mobilidade urbana se tornou uma prioridade nas políticas públicas. 

Essa mobilização social teve impactos visíveis, e agora o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, solicitou estudos de viabilidade para a implantação do passe livre no transporte público da cidade.

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Apesar desses avanços, o pesquisador Ricardo Barbosa, coordenador da rede Mobilidade e Periferia, ressalta que o problema da mobilidade urbana ainda está longe de ser resolvido. A cidade de São Paulo enfrenta desafios como congestionamentos e infraestrutura limitada, que continuam a afetar negativamente a qualidade e a eficiência do transporte.

As manifestações de 2013 também tiveram consequências políticas significativas. Enquanto alguns argumentam que os protestos começaram com demandas de esquerda por mais direitos sociais, houve uma apropriação da pauta por grupos de direita, que passaram a protestar por moralidade e contra a corrupção. 

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No entanto, o sociólogo Ruy Braga refuta essa visão, destacando que os protestos organizados pela direita após as jornadas de Junho não obtiveram o mesmo apoio popular.

Frederico Ravioli, ex-membro do Movimento Passe Livre (MPL) em 2013, afirma que as manifestações desencadearam novas formas de mobilização por direitos, fora dos sindicatos e partidos políticos tradicionais. Ele aponta a apropriação de táticas da esquerda por grupos de direita como uma das contradições que levaram ao surgimento da extrema-direita.

Apesar das contradições e desafios presentes até hoje, é interessante notar que os protagonistas institucionais mais importantes das manifestações de 2013, como Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da fazenda, e Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo e atual vice-presidente da República, desempenham papéis relevantes na política atual.

*com informações da Agência Brasil

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