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São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil e Dieese recomenda salário mínimo de R$ 6,5 mil

O grande vilão da cesta básica durante o mês de junho foi o leite integral, cujo preço subiu até 23,09%

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 07/07/2022, às 10h56

Corredor de um supermercado
Corredor de um supermercado - Freepik
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A inflação, principalmente nos preços dos alimentos, ainda é uma realidade dura para o brasileiro. Um levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que a cidade de São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil, com um valor de R$ 777,01. O preço dela representa 64,01% do salário mínimo. 

Diante destes gastos, a empresa de pesquisa recomenda um salário mínimo de R$ 6.527,67, que é necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas. Ou seja, ele é 5,39 vezes que o oficial. 

Em maio, o valor necessário era de R$ 6.535,40, ou 5,39 vezes o piso mínimo. Em junho do ano passado, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.421,84, ou 4,93 vezes o mínimo vigente na época, de R$ 1.100,00.

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A cesta básica ficou mais cara em nove das 17 capitais estudadas pelo Dieese. As maiores altas foram observadas no Nordeste, em Fortaleza (4,54%), Natal (4,33%) e João Pessoa (3,36%). Por outro lado, houve redução no custo da cesta básica em oito cidades, com destaque para Porto Alegre (-1,90%), Curitiba (-1,74%) e Florianópolis (-1,51%).

Depois da capital paulista, as cestas mais caras são Florianópolis (R$ 760,41), Porto Alegre (R$ 754,19) e Rio de Janeiro (R$ 733,14).

Os custos no Norte e Nordeste são bem menores, embora a composição da cesta seja diferente. Os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 549,91), Salvador (R$ 580,82) e João Pessoa (R$ 586,73).

Quem são os vilões da cesta básica?

Segundo Dieese, o produto que aumentou em todas as cidades pesquisadas foi o leite integral. O preço dele subiu, principalmente em Belo Horizonte (23,09%), Porto Alegre (14,67%), Campo Grande (12,95%) e Rio de Janeiro (11,09%)

Além disso, um derivado do leite também sofreu uma variação considerável nos preços, a manteiga. As maiores elevações foram em Campo Grande (5,69%), Belém (5,38%) e Recife (3,23%).

O pão francês teve alta em 15 das 17 capitais, cujo preço com maiores percentuais foi em Belém (10,29%), Salvador (3,36%) e Natal (3,21%). Haja vista que o preço da farinha de trigo, que é coletada no Centro-Sul, teve seu preço elevado em todas as capitais, com destaque para em Brasília (6,64%) e Vitória (5,49%).

Outra figura frequente nos pratos do brasileiro, o feijão carioquinha subiu em todas as cidades, com variações entre 3,67%, em Belém e 13,74%, em Recife. Enquanto que o preço do quilo do café em pó cresceu em 13 capitais, com as principais altas em São Paulo (4,43%), Belém (3,31%) e Recife (3,31%).

*com informações da Agência Brasil

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