Mantendo os estudos aquecidos na Copa do Mundo

De acordo com especialistas ouvidos pelo JC&E, é possível curtir os jogos e manter o ritmo dos estudos. Confira as dicas!

Renan Abbade e Pâmela Lee Hamer
Publicado em 16/06/2014, às 10h19

Trila o apito e começa a Copa do Mundo de 2014. O principal evento esportivo do ano, que acontece entre os dias 12 de junho e 13 de julho, desperta atenção de muitos no país, mas como será para os concurseiros? Como estudar diante da agitação neste período? O JC&E conversou com especialistas que analisaram a situação.

João Mendes, diretor do curso Ênfase, entende que é um tempo precioso para quem estabeleceu o desafio de conseguir um cargo público. “Se for estudar e não assistir aos jogos, que estude com o coração inteiramente dedicado, sem se lamentar por não estar com os amigos e a família. Procure um lugar mais calmo, longe do agito, para não cair em tentação. Se for ver os jogos, que faça isso com liberdade, sem culpa, e depois retome os estudos. Uma boa sugestão é aproveitar que o ritmo de trabalho irá diminuir e estudar antes do jogo, assim poderá se sentir menos ‘incomodado’ pelo tempo não usado para os estudos”, afirma.


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Mendes destaca que o importante é não se afastar por completo dos estudos e se planejar. “Mantenha uma rotina de estudos. Se tiver dificuldade de concentração, faça revisão dos temas que já estudou e responda questões de provas sobre tais temas. Por fim, lembre-se que o fator psicológico é um tremendo diferencial. Muitos se perdem por ficarem presos à culpa ou ao ‘se eu tivesse feito assim ou assado’, ou por se imporem uma carga tão pesada que terminam sucumbindo”, completa.

O professor do curso on-line Agora Eu Passo, Giuliano Menezes, entende que nesta Copa tudo deve ser mais intenso porque ela é realizada no país. “Se você gosta de futebol, é impossível ficar distante desta ‘atmosfera’. Não é possível se isolar 100%. Por outro lado, você também não deve suspender sua preparação e só retornar após o dia 13 de julho, quando será realizada a final. É perfeitamente possível você assistir aos jogos do Brasil. Em caso de chegar à final, serão sete jogos. Considerando que cada jogo dura aproximadamente duas horas e, considerando uma hora extra (para relaxar um pouco), você terá ‘perdido’ 21 horas, ou seja, menos de um dia”, analisa.

Menezes entende que o concurseiro já deve ter reservado um período de descanso na rotina de preparação. “Um domingo, um cinema, uma praia, afinal, ninguém é de ferro e, com certeza, você pode trocar este período de descanso pelo jogo do Brasil. O que não pode é quebrar o ritmo, interrompendo a rotina de estudos. Terminado o jogo, comemore de forma rápida e retome os estudos. Com bom senso, organização e foco bem definido, é possível conciliar este momento mágico de Copa com a preparação séria para um concurso público”.

O diretor Fernando Bentes e o professor Arenildo Santos, ambos do site Questões de Concursos, acreditam que a competição pode ser um meio de confraternizar e relaxar das leituras intensas. “No entanto, o ideal é o candidato fazer um cronograma de estudos e de jogos, alternando entre a convivência com a família e com os amigos e, ao mesmo tempo, reservando os dias e horários que poderá se dedicar aos estudos. Sendo assim, poderá aproveitar a Copa sem perder o foco nos concursos”.

“O sentimento de brasilidade aflora, sobretudo na hora dos jogos da seleção, dificultando ou mesmo impedindo a concentração nos estudos.  É importante que o candidato ‘curta’ esses momentos sem culpa.  É como uma ‘dieta’: em alguns momentos, a quebra do rigor é até saudável, desde que não se desvie do foco.  Durante este período, a rotina de estudos deve ser flexibilizada, mas não abandonada. Desacelerar, diminuir, aumentar o período de descontração, mas de modo algum interromper de vez os estudos”, arremata Santos.

Jogos em São Paulo e do Brasil
Na primeira fase, além da abertura do torneio, que ocorreu no dia 12 de junho, com o confronto entre a seleção nacional e a Croácia, a cidade de São Paulo sediará Uruguai x Inglaterra (19/6), Holanda x Chile (23/6) e Coreia do Sul x Bélgica (26/6). O Brasil ainda medirá forças com México, em Fortaleza/CE (17/6), e Camarões, em Brasília/DF (23/6).

Liberação para os jogos depende da empresa
A Copa do Mundo de 2014, no Brasil, já começou. Os estádios ficaram prontos, manifestações ocorreram e a abertura não empolgou a todos. Porém, para os brasileiros, o mundial teve um bom início, com o placar de 3 x 1 sobre a Croácia.

O primeiro dia do evento, 12 de junho, teve como palco a Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste da cidade de São Paulo. E os moradores do município – com exceção de funcionários de setores profissionais, como restaurantes e turismo, que receberão adicional de 100% sobre as horas trabalhadas, segundo a legislação trabalhista – foram liberados do trabalho. O mesmo vai acontecer, integral ou parcialmente, em Fortaleza/CE (em 17 e 24 de junho) e no Rio de Janeiro/RJ (18 e 25 de junho e 4 de julho). A dúvida paira sobre a liberação para as demais cidades e jogos.

Segundo a advogada especialista em direito trabalhista Ana Bernal, a questão envolve um acordo entre a empresa e o funcionário. “Não existe uma lei ou um acordo coletivo a esse respeito, até porque estamos tratando de um assunto esporádico. Aconselho que a empresa deixe claro para os empregados, sendo eles de nacionalidade brasileira ou de outra cidadania, qual regra vai seguir, para que todos possam estar atentos e cumprir o acordado, sem prejuízo para ambos os lados”, explica.

No caso do setor público, o acordo está estipulado. “O Ministério do Planejamento estabeleceu que nos dias dos jogos da seleção brasileira os funcionários públicos serão liberados às 12h30 e as horas liberadas serão compensadas. Se a empresa privada tiver banco de horas instituído, também poderá pedir a compensação das horas”, ressalta a advogada.

Para Ana Bernal, o mais comum é os funcionários serem liberados para os jogos, mas caso a liberação não esteja nos planos da companhia, poderá haver desconto no salário com relação às horas paralisadas, com reflexo no descanso semanal remunerado.

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