11% dos trabalhadores fizeram home office em 2020, diz IPEA

O estudo divulgado pelo IPEA relata que as mulheres, brancos e profissionais com nível superior foram as categorias que conseguiram trabalhar em home office

Redação
Publicado em 16/07/2021, às 14h25

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo um estudo divulgado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), apenas 11% dos trabalhadores brasileiros tiveram a oportunidade de trabalhar em sistema home office entre os meses de maio a novembro de 2020. O levantamento aponta que 8,2 milhões de pessoas exerceram as suas atividades em casa. O mesmo estudo relata um número total de 74 milhões de trabalhadores. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (15).

Os dados ainda relatam que as mulheres (56%), os brancos (65,6%) e os profissionais de nível superior (74,6%) foram a maioria dos trabalhadores em home office.

A pesquisa do Ipea tem como base os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referentes ao período de maio a novembro e coletados pela PNAD Covid-19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

O estudo do IBGE mostra que o perfil da população em trabalho remoto diverge da composição da população brasileira, que é formada por 51,1% de mulheres, 54,7% de pretos ou pardos e 13,1% de pessoas com nível superior.

Os 74 milhões de trabalhadores citados pelo Ipea são a parte dos 83 milhões de brasileiros que tiveram uma ocupação nesse período e continuaram trabalhando. Entre os 9,2 milhões que se afastaram do trabalho, 6,5 milhões fizeram isso por causa do distanciamento social.

Em termos de faixa etária, a pesquisa mostra que os trabalhadores de 30 a 39 anos responderam por 31,8% daqueles que declararam estar em home office. Já na comparação do setor público com o setor privado, o último concentrou 63,9% do total de profissionais em trabalho remoto.

Quando a pesquisa se debruça sobre cada setor da economia, a educação privada foi a que atingiu o maior percentual de trabalhadores em teletrabalho: 51%. Esse percentual foi de 38,8%, no caso do setor financeiro privado, e de 34,7% na atividade de comunicação privada. Por outro lado, os menores percentuais estavam nas atividades de agricultura (0,6%), logística (1,8%) e alimentação (1,9%).

Entre os funcionários públicos, a esfera federal teve 40,7% dos trabalhadores em regime de home office, enquanto a estadual, 37,1%, e a municipal, 21,9%.

No setor público como um todo, 52,2% dos trabalhadores em home office eram profissionais de ensino. Os menores percentuais foram verificados entre policiais (0,5%) e profissionais de saúde (2,1%).

Por fim, a maior parte dos trabalhadores em home office em 2020 era da Região Sudeste (58,2%). O Nordeste (16,3%), o Sul (14,5%), o Centro-Oeste (7,7%) e o Norte (3,3%) completam a lista.

*trechos com reprodução da Agência Brasil

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