Expectativa sobre aumento dos empregos no setor de serviços é a maior em oito anos

Um aumento da oferta de empregos pode acontecer devido ao cenário da vacinação avançar cada vez mais e a expectativa da recuperação econômica

Redação
Publicado em 11/08/2021, às 09h39

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Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O setor de serviços pode aumentar a oferta de empregos nos próximos três meses. A percepção foi adquirida graças aos dados da Sondagem Econômica das Micro e Pequenas, feita pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e FGV (Fundação Getulio Vargas). Segundo o estudo, 17,3% dos empreendedores acreditam que aumentarão o quadro de pessoal no próximo trimestre. Esse é o melhor resultado desde outubro de 2013. 

A pesquisa revela que, pelo quarto mês consecutivo, o MPE-Serviços (Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas de Serviços) subiu 4,1 pontos, em julho, e atingiu 96,3 pontos, o maior nível desde janeiro de 2020 (96,8 pontos).

Segundo o Sebrae, a expectativa de geração de emprego e a recuperação da confiança do setor de serviço, um dos mais prejudicados com a pandemia de coronavírus, são por causa do avanço da vacinação e a redução dos casos da doença no país.

Comércio e Indústria

O incremento da confiança dos Serviços (4,1 pontos), somado ao do Comércio (5,2 pontos) e Indústria (2,8 pontos), fez com que o IC-MPE (Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas), que agrega as MPE dos três setores, subisse 4,1 pontos em julho, atingindo 100 pontos, seu melhor resultado desde dezembro de 2013, quando registrou 100,2 pontos. Foi o quarto mês seguido de expansão do IC-MPE.

Nos últimos quatro meses, a confiança subiu 18,5 pontos na média geral e ficou 16,1 pontos acima de julho do ano passado.

Segmentos

O resultado do setor apresenta diferenças por segmentos, e a maior contribuição positiva veio dos serviços prestados às famílias. A confiança das empresas prestadoras de serviços profissionais e demais serviços também cresceu. Apesar disso, serviços de transporte e de informação e comunicação recuaram 3,5 pontos e 2,4 pontos, respectivamente.

De acordo com o Sebrae, os serviços de informação e comunicação estão entre os poucos que haviam se beneficiado durante a pandemia e agora estão arrefecendo. Os serviços de transportes ainda oscilam, já que a circulação de pessoas para o trabalho e para as escolas, por exemplo, ainda não retornou à situação do período pré-pandemia.

*trechos com reprodução da Agência Brasil

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