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Inflação do IGP-DI sobe 1,50% em fevereiro, mas fica abaixo de janeiro, diz FGV

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registra a alta de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços ao consumidor final

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 08/03/2022, às 08h45

Inflação do IGP-DI sobe 1,50% em fevereiro, mas fica abaixo do que registrado em janeiro, diz FGV
Inflação do IGP-DI sobe 1,50% em fevereiro, mas fica abaixo do que registrado em janeiro, diz FGV - Divulgação
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A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,50% em fevereiro. O percentual é menor ao registrado em janeiro, que foi de 2,01%. Os dados foram publicados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), na manhã desta terça-feira (08).

Com isso, o índice acumula alta de 3,55% em 2022 e 15,35% em 12 meses. Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador havia subido 2,71% e tinha registrado uma taxa de 29,95% em 12 meses.

O coordenador dos Índices de Preços do FGV-Ibre, André Braz, afirmou que embora o preço do petróleo esteja alto no exterior, ele ainda não refletiu na precificação dos combustíveis, cujos os preços são controlados, e nem na indústria química. Ele ainda relata que o IGP-DI foi afetado pela queda de preços no minério de ferro (de 11,33% para uma variação negativa de 0,10%), que permitiu a desaceleração da taxa do IPA. 

“Ao longo do mês de março, os preços de vários derivados do petróleo devem apresentar aumentos impondo maior dificuldade a desaceleração do IGP”, alerta o coordenador.

Variação do IPA e IPC

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,94% em fevereiro. No mês anterior, o índice havia apresentado alta de 2,57%. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de 0,92% em janeiro para 1,73% em fevereiro. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,28% em fevereiro, contra 0,49% em janeiro. Segundo o FGV-Ibre, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (1,64% para -0,51%), Vestuário (0,76% para 0,33%), Comunicação (0,53% para 0,08%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,03% para -0,12%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,08%). 

Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos seguintes itens: cursos formais (6,47% para 0,00%), calçados (1,03% para 0,21%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,88% para 0,18%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,44% para -0,50%) e conselho e associação de classe (2,14% para 0,68%).

Por outro lado, os grupos Habitação (0,13% para 0,33%),  Alimentação (1,15% para 1,20%) e Transportes (0,04% para 0,07%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Estas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial  (-1,76% para -0,73%), arroz e feijão (-1,24% para 0,58%) e licenciamento - IPVA (1,63% para 3,83%).

O que é o IGP-DI?

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), foi criado no final dos anos de 1940 para ser uma medida abrangente do movimento de preços. Ele registra a alta de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços ao consumidor final.

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