Ministro de Bolsonaro diz que Correios ficará no “osso” se não for privatizado

O ministro ainda defendeu a privatização dos Correios devido as greves frequentes na companhia, em que atrapalham o crescimento da empresa

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 20/10/2021, às 14h50

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Alan Santos/PR

Nesta quarta-feira (20), o ministro das Comunicações, Fábio Farias, afirmou que se os Correios não for privatizado, a tendência é de que outras empresas “abocanhem” o filé dos serviços de logística, que é a entrega de encomendas, deixando para a estatal “apenas o osso” de seus serviços, a entrega de correspondências. 

De acordo com Faria, a diminuição dos Correios no mercado de logística já ocorreu devido a diversas paralisações que os servidores fizeram nos últimos anos. Diante deste cenário, diversas empresas, como Mercado Livre e Magalu, buscaram alternativas para realizar a entrega de encomendas.  “Quando a greve acaba, essas empresas não voltam para os Correios”, disse o ministro.

Apesar das críticas em relação às greves dos servidores, o ministro das comunicações elogiou a empresa postal, mas defende a sua privatização. “É a única empresa que está presente nos 5.568 municípios brasileiros, entregando cartas e encomendas nas regiões mais remotas do país, principalmente na Região Amazônica, onde temos dificuldades de logística”, disse. 

Faria ainda aponta que das 31 mil lojas virtuais no Brasil, 27,5 mil delas utilizam os Correios para enviarem suas encomendas. “São 2,5 milhões de pequenos negócios que fazem com que, a cada quatro encomendas, três sejam entregues pelos Correios, o que mostra a capilaridade e a importância dessa empresa para o país”, afirmou o ministro antes de criticar as greves e paralisações dos trabalhadores da estatal.

Privatização dos Correios: O que são os “ossos” relatados por Faria

Fábio Faria relata que os “ossos” são as entregas por correspondências. Ele ainda indica que o crescimento das empresas de logística fez com que os Correios perdessem algo entre 20% a 30% do market share de entregas de encomendas e receitas. 

“Vai chegar o momento em que nenhuma empresa vai se interessar pelos Correios para fazer entrega de encomendas. Restará apenas o osso para os Correios, que é a entrega de correspondências”, disse Faria. 

“Nos últimos 10 anos tivemos 12 greves. Só no ano passado, teve uma paralisação de 35 dias. Nela, outras empresas como Mercado Livre e Magalu usavam praticamente apenas os Correios. Hoje essas empresas usam apenas 10%, porque elas precisam garantir a entrega. Não podiam parar”, disse Faria ao acrescentar que as empresas de varejo teriam adquirido caminhões, aviões, vans e contratado motoboys para garantir as entregas em períodos de greve.

*com informações da Agência Brasil

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