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Novo Plano Diretor em SP pode comprometer mobilidade urbana. Votação é hoje

Mais de 160 entidades criticaram o texto substitutivo do Plano Diretor Estratégico de São Paulo, apontando preocupações com prédios mais caros, supressão de áreas verdes e falta de estudos justificativos

Prédio mais alto de São Paulo, localizado no bairro do Tatuapé
Prédio mais alto de São Paulo, localizado no bairro do Tatuapé - Divulgação
Victor Meira

Victor Meira

victor@jcconcursos.com.br

Publicado em 26/06/2023, às 11h57

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Mais de 160 entidades da sociedade civil e grupos de urbanistas expressaram preocupação com o texto substitutivo do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo. O documento, que deve ser votado na Câmara Municipal nesta segunda-feira (26), recebeu críticas por diversos pontos, gerando debates acalorados e adiamentos na votação.

As críticas ao novo Plano Diretor de São Paulo incluem questões como a possibilidade de construção de prédios mais caros próximos às zonas de transporte coletivo, previsão de aumento das áreas da cidade onde são permitidos prédios mais altos, aumento do número de vagas de garagem e a falta de estudos que justifiquem as mudanças propostas. 

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Outra preocupação é a possibilidade de construção de edifícios maiores nos miolos de bairros, afastados dos eixos de transporte público, além da substituição de bairros históricos por quarteirões tomados por prédios.

Uma reportagem do G1 mostra que os especialistas em urbanismo estão preocupados com as consequências práticas das mudanças propostas no novo Plano Diretor e que elas são diversas e podem afetar diretamente a vida dos cidadãos. 

Entre as consequências apontadas estão o aumento do trânsito na cidade, a supressão de áreas arborizadas, a supervalorização dos imóveis e outros pontos que os especialistas consideram importantes para o desenvolvimento sustentável da cidade.

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Novo plano diretor: opinião dos especialistas

Diante das críticas, especialistas ressaltam a importância do debate e da manifestação das entidades da sociedade civil, afirmando que é legítimo questionar o texto do Plano Diretor. Contudo, também destacam a necessidade de embasar as críticas em informações precisas e em estudos técnicos, evitando a disseminação de desinformação. 

Rubinho, especialista entrevistado pelo G1, ressaltou que é essencial analisar de forma aprofundada as propostas e seus impactos antes de formar uma opinião consistente.

A prefeitura de São Paulo defende o processo participativo e democrático realizado durante a revisão do Plano Diretor. Segundo a nota divulgada, a prefeitura aponta que foram realizadas 91 atividades participativas ao longo de 329 dias, resultando em mais de 12 mil contribuições. 

O Executivo paulistano destaca a transparência e o compromisso em ouvir diferentes perspectivas durante o processo de revisão do Plano Diretor.

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