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Polícia Federal prende ajudantes de Bolsonaro; Ex-presidente é intimado a depor

Polícia Federal investiga fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro, que afirma não ter tomado a vacina, mas entrou nos Estados Unidos. EUA não exige comprovante? Tire essa e outras dúvidas sobre o caso

Bolsonaro de perfil e vacina da covid-19 ao fundo
Bolsonaro de perfil e vacina da covid-19 ao fundo - Divulgação
Mylena Lira

Mylena Lira

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 03/05/2023, às 16h01

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Na manhã desta quarta-feira, 3 de maio, a Polícia Federal prendeu seis pessoas na Operação Venire, que investiga suporta fraude em cartões de vacinação contra a covid-19. Também foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, um deles na casa de Brasília do ex-presidente Bolsonaro.

Entre os presos estão ajudantes de Bolsonaro, que teve o celular apreendido e foi intimado a depor ainda hoje. O advogado Fabio Wajngarten, que atua defesa do ex-presidente, foi à sede sede da PF no início da tarde para ter acesso aos autos da Operação, que investiga o envolvimento do ex-presidente por fraude em cartões de vacina dele; da filha Laura, além de ajudantes.

Segundo a PF, as inserções falsas ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. “Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes impostas pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa”, ressaltou em nota a corporação. Saiba mais sobre a operação aqui.

Bolsonaro se vacinou contra a covid-19?

Existe registro do cartão de vacinação de Bolsonaro e de sua filha no sistema do Ministério da Saúde. A informação foi confirmada em fevereiro deste ano pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho.

Bolsonaro havia imposto sigilo sobre seus dados de imunização, mas a CGU derrubou o sigilo. Porém, o cartão de vacinação só será divulgado após a conclusão da investigação. O ex-presidente alega que não foi vacinado e que não usou o cartão para entrar nos Estados Unidos.

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Como a fraude teria ocorrido?

Conforme publicou O Globo, o grupo criminosos teria usado cartões de vacinação de Goiás, preenchidos por um médico de Cabeceiras (GO) ligado ao bolsonarismo para Jair Bolsonaro, Laura, Cid e Michelle. O registro foi feito com um lote de vacinas do Rio de Janeiro. A jornalista Malu Gaspar informou que esse esquema foi confirmado hoje pela PF, que encontrou troca de mensagens entre Cid e seus ajudantes.

É possível entrar nos EUA sem ser vacinado?

Não. A vacinação para entrada no país norte-americano será exigida até o dia 12 de maio de 2023. Bolsonaro foi ao EUA em três ocasiões desde que seu cartão de vacinação teria sido fraudade, conforme apura a PF: em junho, setembro e em dezembro de 2022.

Contudo, nas três ocasiões, Bolsonaro era presidente do Brasil. Sendo assim, tem imunidade diplomática. Por conta disso, é permitido ingressar nos Estados Unidos com a apresentação de teste negativo para a doença ou com autoisolamento.

Bolsonaro disse hoje à imprensa, após a busca e apreensão em sua casa, que não foi exigido o seu cartão de vacinação para entrada no EUA. Ele também explicou que Michelle Bolsonaro tomou a vacina da Jansen nos EUA e sua filha mais nova não se vacinou, mas tem laudo médico referente a isso.

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Bolsonaro pode ser preso por quais crimes?

A Polícia Federal investiga os fatos que configuram os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

Quais pessoas foram presas hoje pela PF?

Conforme divulgou o portal Poder 360, foram presos na operação de hoje:

  • tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • policial militar Max Guilherme, segurança de Bolsonaro;
  • militar do Exército Sérgio Cordeiro, segurança de Bolsonaro;
  • sargento do Exército Luís Marcos dos Reis, assessor de Bolsonaro;
  • secretário municipal de Duque de Caxias (RJ), João Carlos Brecha; e
  • ex-major do Exército Ailton Gonçalves Barros.

O que diz Bolsonaro e Michelle sobre o caso?

Bolsonaro disse hoje à imprensa, após busca e apreensão em sua casa, que: “nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar nenhum, não existe adulteração da minha parte. Não existe. Eu não tomei a vacina e ponto final. Nunca neguei isso. Havia gente que me pressionava para tomar a vacina. Sim, natural. Decidi não tomar porque li a ‘bula’ da Pfizer”, frisou.

Michelle Bolsonaro confirmou em sua rede social que apenas ela foi imunizada. "Hoje a PF fez uma busca e apreensão na nossa casa, não sabemos o motivo e o nosso advogado não teve acesso aos autos. Apenas o celular do meu marido foi apreendido. Ficamos sabendo, pela imprensa, que o motivo seria "falsificação de cartão de vacina" do meu marido e de nossa filha Laura. Na minha casa, apenas EU fui vacinada", ressaltou.

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