"Bolsonaro é parceiro das reformas" diz secretário após fim do Renda Brasil

Hoje (15) de manhã, Bolsonaro anunciou o fim do planejamento do programa Renda Brasil justificando que não cortar outros benefícios sociais

Redação
Publicado em 15/09/2020, às 14h06

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Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é um parceiro da agenda das reformas que são propostas pela equipe econômica. O secretário fez este destaque após Bolsonaro afirmar que o programa Renda Brasil não será mais formulado, em virtude de cortes de outros benefícios sociais. 

Durante entrevista coletiva para apresentar projeções para a economia, Sachsida afirmou que Bolsonaro “é um parceiro na agenda de reformas pró-mercado”. “Nós fomos eleitos com essa pauta, você olha o grande apoio que o ministro Paulo Guedes tem nessa pauta e nós estamos avançando”, disse, ao ser questionado sobre a decisão do presidente.

“O que me parece que o presidente Bolsonaro coloca, corretamente, é que as discussões não podem ser públicas. Você não pode ficar lançando ideias publicamente, acho que foi isso que ele deixou claro”, disse.

Sachsida citou várias reformas propostas pelo governo como a da Previdência, a nova lei de falências e o envio da reforma administrativa, como exemplos. “Este é um governo reformista”, destacou.

Na manhã desta terça-feira (15), Bolsonaro afirmou que o Bolsa Família, pago a famílias que estão em situação de pobreza extrema e miséria, continuar e que a equipe econômica está "proibida" de falar sobre o Renda Brasil - iniciativa que estava em estudo para expandir o alcance e suceder o Bolsa Família.

Renda Brasil

Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a intenção do governo em criar o Renda Brasil após a pandemia do novo coronavírus, com a unificação de vários programas sociais. Desde então, a equipe econômica e o Palácio do Planalto têm discutido a fonte de recursos para financiar o novo programa social.

Em uma entrevista concedida ao portal G1 no último domingo (13), o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que uma das alternativas para viabilizar o Renda Brasil seria desvincular aposentadorias e pensões do salário mínimo e congelar os benefícios por dois anos.

A equipe econômica argumentava que evitaria a correção automática do piso de aposentadorias e pensões, que não podem ser menores que um salário mínimo. Ademais, havia a ideia de que os benefícios maiores ficassem congelados durante o período.

"A desindexação que apoiamos diretamente é a dos benefícios previdenciários para quem ganha um salário mínimo e acima de um salário mínimo, não havendo uma regra simples e direta (de correção). O benefício hoje sendo de R$ 1.300, no ano que vem, ao invés de ser corrigido pelo INPC, ele seria mantido em R$ 1.300. Não haveria redução, haveria manutenção", declarou Waldery na entrevista.

Na semana passada, Bolsonaro descartou o fim do seguro-defeso como forma de garantir o programa de renda permanente. Em agosto, ele também já havia anunciado que a criação do Renda Brasil estava suspensa porque não aceitaria eliminar, em troca, o abono salarial, espécie de 14º salário pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos.

*trechos com reprodução da Agência Brasil

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