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Estados Unidos joga “bomba atômica” financeira no mundo e corta petróleo russo

O presidente dos EUA, Joe Biden, afirma que sancionar o petróleo russo é uma forma para aumentar a pressão contra a “máquina de Guerra de Putin”

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 08/03/2022, às 14h07 - Atualizado às 14h49

Estados Unidos joga “bomba atômica” financeira no mundo e corta petróleo russo
Estados Unidos joga “bomba atômica” financeira no mundo e corta petróleo russo - Divulgação
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Diante do aumento da escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, afirmou, nesta terça-feira (08), que irá fechar os portos americanos para importação do petróleo russo. Durante o período da manhã, a imprensa estadunidense já havia antecipado que o democrata iria adotar esta medida, embora o continente europeu estivesse reticente com a operação para não provocar uma explosão ainda maior no barril do petróleo. 

"Queremos aumentar a pressão contra a máquina de guerra de Putin [presidente da Rússia]. O mundo está unido contra a guerra dele", declarou Biden durante o pronunciamento.

O presidente dos EUA alertou que as sanções ao petróleo russo devem aumentar ainda mais os preços dos combustíveis no mundo, mas que irá liberar parte das reservas nacionais para amenizar os efeitos econômicos da medida. 

Após a declaração de Biden, o mercado já respondeu a sanção contra o petróleo russo com aumento acima de 7% do barril de petróleo tipo Brent, principal referência para negociação do ouro negro, cotado a US$ 130,39. 

A Rússia é o maior exportador de óleo e gás natural do mundo. Na Europa, os analistas apontam que cerca de 40% do gás natural circulando no continente tem origem na Rússia. A Alemanha é ainda mais dependente da commodity, em que 70% dele é importado dos russos. 

A Rússia já sofreu diversas sanções econômicas por causa da Guerra na Ucrânia. Contudo, os países ainda não tinham aplicado elas nos setores de energia, combustíveis e agrícolas. 

Reino Unido diz que irá eliminar a importação de petróleo russo

O Reino Unido também manifestou-se que irá diminuir ou até mesmo eliminar gradativamente as importações de petróleo e seus derivados até o final de 2022. A informação foi apresentada pelo ministro dos Negócios, Kwasi Kwarteng. Ele ainda pediu que as empresas usassem o período para garantir uma transição suave.

“Esta transição dará ao mercado, companhias e cadeias de suprimentos tempo mais do que suficiente para substituir as importações russas, que representam 8% da demanda do Reino Unido”, disse Kwarteng.

Ontem (08), o primeiro-ministro Boris Johnson, afirmou que seu governo estabeleceria uma nova estratégia de fornecimento de energia à medida que a invasão russa da Ucrânia e a subsequente alta nos preços da energia acelerassem a necessidade de novas fontes de energia e maior autossuficiência.

Confira outras sanções aplicadas contra a Rússia e Bielorrúsia

Segundo um comunicado oficial da Casa Branca, os Estados Unidos irão tomar medidas para responsabilizar a Bielorrúsia por conceder a invasão da Ucrânia por Putin. As medidas têm como objetivo enfraquecer o setor de defesa russo e o seu poderio militar nos próximos anos, além de promover o ataque às fontes de riqueza da Rússia e banir as companhias russas de usar o espaço aéreo americano. 

Na noite de ontem (1) foi anunciado o fechamento do espaço aéreo dos EUA para aeronaves russas. O pronunciamento foi feito pelo presidente Joe Biden, durante discurso na sede do Congresso estadunidense, o Capitólio. Com a aplicação da medida, os Estados Unidos se somam a mais de 30 países que já fecharam o espaço aéreo para os russos. Veja sanções:

  • Bloqueio de 22 empresas russas do setor de Defesa;
  • Restrições às exportações de tecnologia.

O governo americano informou que os parceiros e aliados não têm interesse estratégico em reduzir o fornecimento global de energia. “Mas nós e nossos aliados e parceiros compartilhamos um forte interesse em degradar o status da Rússia como principal fornecedor de energia ao longo do tempo", informou. 

*com participação de Jean Albuquerque

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