Guedes contra o reajuste salarial para policiais federais e senadora diz que é preciso cortes para fazê-lo

O presidente Jair Bolsonaro prometeu um reajuste salarial para os policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários

Victor Meira - victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 21/12/2021, às 09h08

Reajuste salarial de servidores federais é debatido entre os políticos
Reajuste salarial de servidores federais é debatido entre os políticos - Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) continua na luta para ter um reajuste salarial para os servidores das forças policiais federais, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, segue na defesa de não oferecer aumento nos salários neste momento. A informação foi publicada inicialmente pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Na reunião realizada na semana passada, com a presença de Guedes e de representantes da Polícia Federal, o ex-banqueiro explicou que agora não é o momento mais adequado para reajustar os salários dos servidores e que um aumento apenas para uma categoria do funcionalismo público poderia atiçar uma articulação de outras carreiras, como a Receita Federal.

Apesar da posição de Guedes, a coluna destaca que Bolsonaro ligou para o relator do Orçamento 2022, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), para pedir que o reajuste dos policiais federais fosse incluído no orçamento do ano que vem. 

Reajuste salarial para policiais federais é discutido no Congresso Nacional

Além dos esforços presidenciais, os parlamentares também estão debatendo a questão do aumento dos salários. Na tarde da última segunda-feira (20), a senadora Rose de Freitas, (MDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento, o deputado Hugo Leal e o ministro Guedes se reuniram para tentar fechar um acordo para a votação do relatório final na comissão.

A senadora Freitas afirmou que o reajuste a forças federais de segurança depende de cortes em outras áreas do Orçamento de 2022. Ela ainda explica que os cortes podem vir até do fundo eleitoral e de emendas parlamentares. “Tudo está na mesa”, declarou, perguntada sobre o assunto. 

A presidenta da CMO aponta que é necessário resolver pendências nos orçamentos para a saúde e a educação antes de debater um possível reajuste para os servidores federais. De acordo com a senadora, a CMO trabalha para nenhuma das duas áreas enfrente escassez de recursos em 2022.  “Quando você fala em reajustar, não é uma categoria. São várias. Esse assunto ainda não foi tratado”, disse Freitas.

Além de discutir alguns pontos sobre educação e saúde, a senadora revelou que o governo não informou quais recursos seriam utilizados para conceder um reajuste salarial para os servidores da Polícia Federal. “O Ministério da Economia não apontou de onde tirar recursos para reajustar os salários dos policiais”, declarou a presidente da CMO.

No parecer apresentado pelo deputado Hugo Leal não há previsão orçamentária para liberar um aumento salarial. O deputado carioca relata que não acatou o pedido do Ministério da Economia de abrir um espaço de R$ 2,8 bilhões para custear o reajuste para algumas categorias de servidores. 

No ofício enviado ao Congresso, o Ministério da Economia não informou quais categorias seriam atendidas. Contudo, no dia 14, o presidente Jair Bolsonaro tinha prometido aumentos salariais para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários.

Nesta terça-feira (21), a CMO fará uma nova reunião amanhã (21) às 10h para tentar votar o parecer de Hugo Leal.

*com informações da Agência Brasil

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