Home office gerou uma economia de R$ 1,4 bilhão em órgãos federais

A despesa que representou o maior volume de economia foi em relação a viagens e locomoção. Segundo o Ministério da Economia, somente esta despesa mais de R$ 512 milhões deixaram de ser gastos

Redação
Publicado em 04/08/2021, às 14h04

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia divulgou, na última terça-feira (03), que o home office dos servidores federais adotado em 2020 e 2021 em função da pandemia de coronavírus gerou uma economia de R$ 1,419 bilhão. O levantamento considerou a redução de gastos de custeio (manutenção da máquina pública) de março de 2020 a junho de 2021.

Ao todo, foram analisados cinco tipos de despesas: diárias; passagens e locomoção; energia elétrica; água e esgoto; e cópias e reprodução de documentos. Segundo o Ministério da Economia, aproximadamente 190 mil servidores públicos federais ainda continuam trabalhando de forma remota, o que representa 32% do total de servidores.

De acordo com estudo, o maior volume de economia foi registrado com passagens e despesas com locomoção, com R$ 512,6 milhões que deixaram de ser gastos desde o início da pandemia. Em seguida vêm os gastos com diárias em viagens (R$ 450,2 milhões); energia elétrica (R$ 392,9 milhões); cópias e reproduções de documentos (R$ 57,7 milhões); e serviços de água e esgoto (R$ 5,9 milhões). Todos os valores foram atualizados pela inflação do período considerando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

O Ministério da Economia aponta que a digitalização dos serviços públicos contribuiu para a manutenção do trabalho remoto. Atualmente, o Portal Gov.br oferece 4.648 serviços, dos quais 3.284 (70,7%) são completamente digitalizados, dispensando a necessidade de o cidadão sair de casa. Outros 647 serviços (13,9%) são parcialmente digitalizados, requerendo o envio de documentos físicos ou a ida a alguma unidade de atendimento em alguma etapa, e 717 (15,4%) não são digitais, apenas iniciados pelo portal e executados fisicamente.
Home office permanente

Através do PG (Programa de Gestão), o Ministério da Economia pretende transformar o home office em uma modalidade permanente em alguns órgãos. Inclusive, o governo federal já está incentivando os órgãos a adotar o trabalho remoto em atividades em que a presença física dos servidores não seja essencial. Até o momento, nove órgãos federais completaram o processo de adesão.

Entre os ministérios, as pastas da Economia, da Cidadania, do Desenvolvimento Regional aderiram ao home office permanente. Completam a lista a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)); a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários); a CGU (Controladoria-Geral da União); a AGU (Advocacia-Geral da União); o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a Enap (Escola Nacional de Administração Pública).

O Ministério da Economia argumenta que o Programa de Gestão representa uma mudança de cultura, ao substituir controle de frequência por controle de produtividade, com metas, prazos e tarefas definidas, o que contribui para aprimorar a qualidade do serviço público. As regras para o home office no Poder Executivo estão regulamentadas pela Instrução Normativa 65, de julho de 2020.

*trechos com reprodução da Agência Brasil

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