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Renda média do brasileiro retrai mais de 10 anos, com a maior inflação em 30 anos

Com uma das piores taxas de inflação dos últimos 30 anos, a renda média do brasileiro voltou para um patamar preocupante, avaliam economistas

Victor Meira | victor@jcconcursos.com.br
Publicado em 02/05/2022, às 10h41

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Agência Brasil
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A pandemia de covid-19 causou uma das maiores crises econômicas e sanitárias do século XXI. O Brasil é um dos países que mais sofreram com os efeitos dela, tanto na saúde quanto na economia. Diante disso, é possível observar o empobrecimento dos brasileiros durante este período, em que a sua renda média do brasileiro retraiu mais de 10 anos e ainda vive uma das piores inflação dos últimos 30 anos. 

Em decorrência disso, um levantamento da consultoria Tendências, feito no início de 2022, mostra um aumento das classes C e D no Brasil. Em dez anos, a fatia de domicílios brasileiros que integra essas classes sociais aumentou de 48,7% para 51%. Este dado revela uma diminuição da renda média do brasileiro. 

O estudo mostra a piora da mobilidade social. Desde o início dos anos 2000 até meados da década passada, o Brasil teve um forte crescimento da classe C e parecia, enfim, indicar um fortalecimento da classe média – em 2004, 64% dos domicílios integravam as classes D e E, enquanto 22,4% pertenciam ao grupo da classe C.

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Antes de fechar este ciclo de informações, é preciso apontar que o Brasil não tem um critério único para classificar as classes sociais por renda, pois cada instituto de pesquisa adota um critério. No levantamento da Tendências, as classes D e E são compostas pelos domicílios com renda mensal de até R$ 2,8 mil.

Renda média do brasileiro caiu quase 9% em um ano

A pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), via Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), mostra que a  renda média dos trabalhadores diminuiu quase 9% na comparação anual. Em um primeiro trimestre, é a menor renda média registrada desde o início dessa forma de medição, em 2012. Essa queda na renda aparece em outro levantamento baseado nos dados do IBGE.

Para ser mais preciso, o rendimento real habitual foi de R$ 2.548, alta de 1,5% na comparação com o quarto trimestre (R$ 2.510), mas queda de 8,7% em relação a um ano atrás (R$ 2.789).

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A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, comenta que o aumento no rendimento em relação ao trimestre anterior “é importante se considerarmos que esse indicador vinha em queda desde o segundo trimestre do ano passado”. “Quando a participação dos trabalhadores formais aumenta, o rendimento médio da população ocupada tende a crescer”

Um levantamento da consultoria IDados, com base na Pnad, informa que mais de 33 milhões de brasileiros recebiam um salário mínimo ou menos no final de 2021. Dessa forma, este é o maior contingente desde o início da série histórica, que começou em 2012, e representa cerca de 35% dos brasileiros que trabalham. 

Em entrevista para o Jornal Nacional, da Rede Globo, a pesquisadora Ana Tereza Pires destaca que o ano de 2021 foi uma data importante para a retomada dos empregos perdidos durante a pandemia, mas com as dificuldades do mercado internacional e interno, a economia ainda sofre para crescer novamente.

Ela ainda diz que as pessoas até estão conseguindo os empregos de novo, porém com condições inferiores ao período pré-pandêmico. 

Desemprego em alta

O primeiro trimestre de 2022 apresentou uma ligeira queda, na verdade ela ficou praticamente estável, na taxa de desemprego, que ficou em 11,1%. Apesar dessa queda, os dados ainda são preocupantes. Ele significa que ainda há quase 12 milhões de pessoas que buscam emprego no país. 

Esse número é bem representativo ao fazer comparação com outros países. 12 milhões de pessoas é maior que a população de Portugal e é quatro vezes maior que todos os moradores do nosso vizinho Uruguai. 

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Além disso, a Pnad Contínua revela que a causa na redução na taxa de desemprego pode ser explicada pela desistência de pessoas que buscam novas oportunidades. Uma vez que a taxa de desocupação também caiu um pouco.

De acordo com Beringuy, a estabilidade na desocupação é explicada pelo fato de não haver crescimento na busca por trabalho no trimestre — ao contrário de outros trimestres encerrados em março, quando havia aumento da procura por trabalho devido à sazonalidade.

“Se olharmos a desocupação em retrospecto, pela série histórica da pesquisa, podemos notar que, no primeiro trimestre, essa população costuma aumentar devido aos desligamentos que há no início ano. O trimestre encerrado em março se diferiu desses padrões”, afirma.

*com informações do IBGE, Tendências e IDados

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