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Criptomoeda brasileira? Banco Central dá novo passo para criação do Real Digital

BC escolheu hoje (3) nove projetos para a implementação do Real Digital, que visa contribuir para o surgimento de novos modelos de negócios. Itaú Unibanco, Santander Brasil, Aave e a exchange de criptomoedas Mercado Bitcoin estão entre selecionadas

Mylena Lira | redacao@jcconcursos.com.br
Publicado em 03/03/2022, às 16h58

Real Digital: homem mexe em celular e aparece a imagem da criptomoeda Bitcoin
Real Digital: homem mexe em celular e aparece a imagem da criptomoeda Bitcoin - Divulgação
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Já ouviu falar em criptomoedas? A Bitcoin é uma das mais famosas, mas existem várias pelo mundo. Após o pagamento instantâneo via Pix, os brasileiros podem contar com o Real Digital. A novidade ainda não tem data para ser colocada à disposição da sociedade, mas o Banco Central (BC) deu um novo passo para a implementação da versão virtual da moeda nacional. O BC selecionou hoje, 3 de março de 2022, nove projetos para estudo sobre o Real Digital, mais uma funcionalidade para o sistema financeiro.

Ao todo, foram apresentadas 47 propostas por 43 diferentes empresas. Assim, a quantidade escolhida representa 20% do total de ideias recebidas. A criação da Moeda Digital do Banco Central (CBDC, na sigla em inglês) atraiu, além das brasileiras, empresas de outros 7 países: Alemanha, Estados Unidos, Israel, México, Portugal, Reino Unido e Suécia.

Diferentemente da intenção da maioria das outras nações que também desenvolvem suas próprias moedas virtuais, como a China, a Suécia, a Coreia e o Japão, por exemplo, o Brasil não visa (só) melhorar soluções de pagamentos, campo no qual o país já avançou, principalmente após a adoção do Pix.

Aqui, a ideia é contribuir para o surgimento de novos modelos de negócios e de outras inovações baseadas nos avanços tecnológicos. Busca-se, também, favorecer a participação do Brasil nos cenários econômicos regional e global, aumentando a eficiência nas transações transfronteiriças.

A adoção do Real Digital visa aplicações de entrega contra pagamento (DvP), pagamento contra pagamento (PvP), internet das coisas (IoT), finanças descentralizadas (DeFi) e soluções de pagamentos quando tanto o pagador quanto o recebedor estão sem acesso à internet (dual offline), por exemplo. Foram selecionadas as seguintes propostas:

  • Aave – reúne recursos de vários poupadores (formando um pool de liquidez) com foco em oferecer empréstimo e garantir a aderência dessas operações às normas do sistema financeiro, empregando ferramentas de DeFi;
  • Banco Santander Brasil – trata de DvP e da conversão para o formato digital (tokenização) do direito de propriedade de veículos e imóveis;
  • Febraban – trata de DvP de ativos financeiros;
  • Giesecke + Devrient – trata de pagamentos dual offline;
  • Itaú Unibanco – trata de pagamentos internacionais, empregando método de PvP em uma aplicação com a Colômbia;
  • Mercado Bitcoin – trata de DvP de ativos digitais, com foco em criptoativos;
  • Tecban – apresenta solução de logística para e-commerce baseada em técnicas de IoT (internet das coisas);
  • VERT – trata de financiamento rural baseado em um ativo tokenizado programável com valor atrelado ao do Real (stablecoin do Real); e
  • Visa do Brasil – trata de financiamento de pequenas e médias empresas com base em uma solução de DeFi.

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Real Digital: próximos passos

O laboratório de inovação digital voltado à implementação da croptomoeda brasileira, o Lift Challenge Real Digital, contemplará sete etapas ao todo. A escolha dos projetos no dia de hoje é a 3ª fase. Em 2021, foram providos uma serie de webnars para discutir o tema e foram estabelecidas as diretrizes da iniciativa. Confira abaixo todas as estapas previstas:

  1. Definição dos temas de interesse para submissão dos projetos;
  2. Submissão de propostas de projetos;
  3. Avaliação e seleção das propostas;
  4. Desenvolvimento em Laboratório Virtual;
  5. Suporte e desenvolvimento dos protótipos funcionais;
  6. Apresentação e avaliação dos protótipos; e
  7. Apresentação de resultados.

"Diante do elevado número de projetos de relevância e interesse para o desenvolvimento da iniciativa do Real Digital, o processo de seleção buscou um balanceamento entre a diversidade do portfólio de propostas apresentadas para o laboratório e a necessidade de acompanhamento detalhado dos projetos escolhidos", afirmou o Banco Central, em nota.

O próximo passo rumo à adoção da moeda virtual nacional será a etapa de execução, de 28 de março a 29 de julho de 2022. Durante o período, o BC e voluntários do mercado vão acompanhar a evolução dos projetos para, ao final desse processo, conseguir integrá-los ao sistema e, mais para frente, iniciar os testes. A expectativa é a de que o piloto comece ainda neste ano. Contudo, só será colocado à disposição dos usuários quando estiver consolidado, o que deve ocorrer em 2024 apenas.

*com informações do BC

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